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Encontrar meu domínio →Como o mercado fechou a semana
- Ibovespa: 192.114 pontos no fechamento de sexta-feira (02/10), alta de 2,63% no dia e de 4,71% na semana — o maior patamar de fechamento desde 22 de abril.
- Dólar: R$ 5,216 no fechamento de sexta (−0,08%), praticamente estável; a PTAX do Banco Central ficou em R$ 5,2238.
- Juros futuros (DI): queda em toda a curva na sexta-feira.
- Selic: 13,75% ao ano, sem reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana.
- Exterior: S&P 500 em 7.722,72 pontos (+0,73%), Dow Jones em 51.176,96 (+0,49%) e Nasdaq em 27.190,86 (+1,19%).
Não há pregão no fim de semana. O que conta é como a bolsa terminou a sexta-feira, última sessão antes de o país ir às urnas, e o que pode mexer com os preços a partir de segunda-feira (05/10), quando o resultado do 1º turno já será conhecido.
O “trade eleitoral” que levou o Ibovespa aos 192 mil pontos
Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 2,63% e fechou aos 192.114 pontos, a maior alta em uma sessão desde 10 de julho e o maior nível de fechamento desde abril, segundo o InfoMoney. Com isso, o índice encerrou a semana com ganho de 4,71%, depois de duas semanas no vermelho. Os juros futuros acompanharam o movimento e recuaram em todos os vencimentos.
É isso que o mercado chama de “trade eleitoral”: investidores comprando ou vendendo ativos não pelo resultado das empresas, mas pela expectativa sobre as urnas. Com a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (01/10) apontando disputa apertada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), parte dos investidores se posicionou para um cenário de menor risco fiscal, e isso aparece em bolsa subindo e juro futuro caindo antes de qualquer resultado oficial.
As maiores altas reforçam essa leitura. Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3) subiram mais de 10%, segundo o Seu Dinheiro. Vivara (VIVA3) e Vamos (VAMO3) também ficaram entre as maiores altas, acima de 5%, segundo o InfoMoney — ações mais sensíveis aos juros e ao consumo doméstico, que costumam reagir primeiro a uma leitura de alívio fiscal. Apenas quatro papéis do índice fecharam em queda, entre eles Fleury (FLRY3), Copasa (CSMG3) e Minerva (BEEF3); a maior perda foi a da Fleury, de 1,05%.
O dólar não acompanhou a bolsa: terminou praticamente estável e, segundo o Seu Dinheiro, a procura pela moeda ficou concentrada em quem buscava proteção diante da incerteza eleitoral.
Por que o mercado se moveu antes do resultado
O movimento não é uma aposta em quem vence, e sim na probabilidade de cada cenário, que mudou com as pesquisas da reta final. Segundo o Seu Dinheiro, muitos operadores montaram posições em opções de compra do Ibovespa para os pregões seguintes. O mercado não espera a urna fechar para se mexer: ele se move pela probabilidade.
Para quem investe, o ponto prático não é escolher lado na disputa, e sim entender quanto risco já está embutido no preço. Uma alta de 2,63% num único pregão, puxada por expectativa eleitoral, também é sinal de volatilidade: o mesmo mecanismo que levou o índice para cima pode devolver parte do ganho se o resultado de domingo vier diferente do que foi precificado. Isso não é indicação para comprar ou vender nenhum ativo; é o contexto que explica por que a bolsa andou tanto numa sexta-feira.
Esse pano de fundo vem sendo acompanhado pela ALLFIN: em setembro, mostramos como o empate nas pesquisas esfriou o trade eleitoral; nesta semana, a reta final da eleição já mexia com bolsa e dólar, e a véspera do 1º turno chegou tensionando o pregão, como mostramos na análise sobre a aposta do mercado em volatilidade na eleição.
O que acompanhar na segunda-feira
Dois marcos definem os próximos dias. O primeiro é domingo (04/10): a apuração do 1º turno, que vai dizer se haverá segundo turno e com quais candidatos. O segundo é o pregão de segunda-feira (05/10), o primeiro depois do resultado, quando o “trade eleitoral” da sexta será testado contra as urnas. Dólar e juros futuros tendem a ser os primeiros sinais a observar na abertura.
Este texto tem caráter informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.
Correção (03/10/2026): a primeira versão deste texto dizia que o Ibovespa havia fechado em recorde histórico; os 192.114 pontos de sexta-feira (02/10) foram o maior fechamento desde 22 de abril, segundo o InfoMoney. As variações das maiores altas e baixas também foram alinhadas ao fechamento (Natura subiu 10,37%, não 9,24%; a maior queda do índice foi de 1,05%, não de até 1%).
Fontes: InfoMoney — Ibovespa vence volatilidade e fecha com forte alta, no maior patamar desde abril; Seu Dinheiro — No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara e chega aos 192 mil pontos; Banco Central do Brasil — cotações e boletins (PTAX).


