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Encontrar meu domínio →O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Lula (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais de domingo (04/10) e os dois vão disputar o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Antes mesmo da abertura do pregão desta segunda-feira (05/10), analistas ouvidos por Money Times, InfoMoney e Seu Dinheiro davam como esperado um movimento positivo na bolsa, no câmbio e nos juros futuros — o chamado “trade eleitoral” entrando numa nova fase, agora com resultado oficial do 1º turno em mãos.
É importante separar o que já é fato do que é expectativa: o pregão desta segunda ainda não havia fechado no momento em que este texto foi escrito. Os últimos números fechados são os de sexta-feira (02/10), véspera da eleição: Ibovespa aos 192.115 pontos (alta de 2,63% no dia), dólar na cotação PTAX de R$ 5,2238 e Selic mantida em 13,75% ao ano, sem reunião do Copom na semana. É sobre essa base que o mercado abre a semana.
O que os analistas estão precificando
Segundo o Money Times, “o mercado brasileiro deve reagir em alta nesta segunda-feira (5)” depois que Flávio Bolsonaro superou as expectativas das pesquisas e assumiu a liderança no primeiro turno. A leitura é direta: quanto mais a votação real se distancia do empate técnico projetado pelas pesquisas da semana anterior, menos incerteza resta para o mercado precificar — e isso tende a se traduzir em menos prêmio de risco embutido nos preços de ações e no câmbio.
O Seu Dinheiro foi na mesma linha, com uma pergunta direta no título de uma de suas reportagens: “Ibovespa a 200 mil pontos?”. Segundo o veículo, “a vantagem de Flávio Bolsonaro e a força da direita nos estados e no legislativo alimentam expectativa de reformas fiscais”, e especialistas consultados projetam alta da bolsa, valorização do real e queda dos juros no primeiro pregão pós-primeiro turno. Do lado internacional, o banco Goldman Sachs, segundo o Investing, também prevê valorização do real com o resultado das eleições.
Uma disputa apertada, mas com vantagem clara no 1º turno
O Money Times classificou a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula como a mais acirrada da história entre as duas rodadas — “com a menor diferença da história” entre os primeiros colocados a irem para o segundo turno, segundo o próprio veículo. Mesmo com a diferença apertada em votos, a vantagem de Flávio Bolsonaro veio acima do que as pesquisas de véspera indicavam, e é esse desvio em relação ao que já estava nos preços que o mercado está reagindo — não a margem final entre os dois nomes.
Força da direita no Congresso e nos estados
Dois números do próprio resultado eleitoral alimentam a leitura sobre governabilidade que o mercado está fazendo para o próximo governo, qualquer que seja o vencedor do 2º turno. Segundo o Seu Dinheiro, o PL, partido de Flávio Bolsonaro, passou a ter um terço das cadeiras do Senado após a eleição de 54 nomes neste domingo. E, segundo o InfoMoney, a direita ampliou força nos estados e venceu 10 dos 19 governos decididos já no primeiro turno. Analistas citados pelo Seu Dinheiro associam esse avanço legislativo e estadual à expectativa de uma agenda fiscal mais fácil de aprovar no Congresso a partir de 2027 — um dos fatores que entra na conta de quem monta posições em bolsa, câmbio e juros futuros nesta segunda-feira.
Também compõe o quadro institucional do dia a nota do TSE: segundo o InfoMoney, o tribunal informou neste domingo não terem sido constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito, com observadores internacionais apontando transparência e normalidade no primeiro turno.
O calendário até o 2º turno, em 25 de outubro
Nesta segunda-feira, a agenda do mercado tem mais do que o resultado eleitoral: o InfoMoney lista o boletim Focus e indicadores PMI entre os destaques do dia, enquanto o Money Times chama atenção para os PMIs de serviços e composto da zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, além do ISM de serviços americano — dados que também vão pesar na formação de preços ao longo do dia. No exterior, o pano de fundo segue de bolsas em alta na Ásia, com o mercado reduzindo apostas de nova alta de juros pelo Federal Reserve em outubro.
O marco maior, porém, é o segundo turno, em 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro e Lula voltam a disputar votos — e o mercado, a cada pesquisa e cada aceno de agenda econômica entre agora e lá, deve seguir ajustando o quanto de expectativa já está embutido nos preços de bolsa, câmbio e juros.
Este texto tem caráter informativo e reporta a leitura de analistas e instituições financeiras sobre o cenário eleitoral; não constitui recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.
Fontes: Money Times — “Mercado brasileiro deve ter alta após Flávio Bolsonaro superar pesquisas, dizem analistas” e “Flávio Bolsonaro e Lula vão a 2º turno com menor diferença da história”; InfoMoney — “Flávio à frente de Lula domina mercado, com PMI e Focus na agenda desta segunda”, “Direita amplia força nos Estados e vence 10 de 19 governos no primeiro turno” e “Não foram constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito, diz TSE”; Seu Dinheiro — “Ibovespa a 200 mil pontos? Flávio Bolsonaro à frente e força da direita nas urnas animam mercado para segunda-feira (5)” e “Com eleições de 2026, PL, partido de Flávio Bolsonaro, passa a ter um terço das cadeiras no Senado”; Investing — “Goldman Sachs prevê valorização do real com resultado das eleições”; Banco Central do Brasil — cotações PTAX.



