Quanto ganha um professor: Brasil, mundo e estados
Escolha a aba. Passe o mouse (ou toque) no mapa e nas linhas do ranking, nas barras e nos pontos do gráfico. Laranja = pior posição relativa; verde = melhor; dourado = escala sem melhor ou pior.
Salário de início de carreira de professores 2025
Salário estatutário anual de professores do 1º ciclo do ensino secundário (6º ao 9º ano), na rede pública, em tempo integral e com a qualificação mais comum, no início da carreira; em dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).
- 1ºLuxemburgoUS$ 109.393
- 2ºAlemanhaUS$ 94.735
- 3ºSuíçaUS$ 84.627
- 4ºDinamarcaUS$ 69.831
- 5ºÁustriaUS$ 67.576
- 6ºEspanhaUS$ 66.772
- 7ºNoruegaUS$ 64.371
- 8ºEstados UnidosUS$ 60.835
- 9ºAustráliaUS$ 59.603
- 10ºIslândiaUS$ 57.449
- 11ºSuéciaUS$ 53.581
- 12ºFinlândiaUS$ 50.227
- 13ºTurquiaUS$ 49.916
- 14ºFrançaUS$ 48.743
- 15ºIrlandaUS$ 48.589
- 16ºCanadáUS$ 47.909
- 17ºCroáciaUS$ 47.287
- 18ºPortugalUS$ 44.924
- 19ºLituâniaUS$ 44.680
- 20ºCoreia do SulUS$ 43.482
- 21ºItáliaUS$ 43.315
- 22ºJapãoUS$ 43.085
- 23ºEslovêniaUS$ 41.137
- 24ºNova ZelândiaUS$ 40.888
- 25ºHungriaUS$ 39.021
- 26ºMéxicoUS$ 38.669
- 27ºRomêniaUS$ 37.612
- 28ºColômbiaUS$ 36.196
- 29ºIsraelUS$ 36.115
- 30ºEstôniaUS$ 33.804
- 31ºBulgáriaUS$ 33.526
- 32ºChileUS$ 33.442
- 33ºPolôniaUS$ 32.493
- 34ºLetôniaUS$ 30.342
- 35ºCosta RicaUS$ 29.640
- 36ºTchéquiaUS$ 28.646
- 37ºBrasilUS$ 25.710
- 38ºEslováquiaUS$ 25.560
- 39ºGréciaUS$ 25.267
- 40ºTailândiaUS$ 24.486
- 41ºPeruUS$ 22.065
Fonte: OCDE, Education at a Glance 2026 (salário estatutário de professores). Salário previsto em lei ou tabela oficial, não o que cada professor recebe de fato. Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região. Países sem dado ficam sem cor.
Salário inicial: maiores, menores e o Brasil 2025
Salário estatutário anual de início de carreira (1º ciclo do secundário, rede pública, tempo integral); os 5 maiores e os 3 menores entre 41 países, a média da OCDE e o Brasil.
Fonte: OCDE, Education at a Glance 2026 (salário estatutário de professores). Em dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que iguala o custo de vida entre os países; não é a cotação do dólar. A jornada e o número de dias de aula variam entre os países e não entram na comparação.
Rendimento médio mensal do magistério público 2023
Rendimento bruto médio mensal dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica com ensino superior completo, em R$ de maio de 2023.
- 1ºDFR$ 6.459
- 2ºSER$ 6.247
- 3ºMSR$ 6.092
- 4ºMTR$ 6.085
- 5ºRJR$ 5.910
- 6ºGOR$ 5.515
- 7ºRRR$ 5.475
- 8ºPAR$ 5.294
- 9ºAPR$ 5.268
- 10ºRNR$ 5.200
- 11ºRSR$ 4.937
- 12ºSPR$ 4.933
- 13ºPRR$ 4.925
- 14ºMAR$ 4.867
- 15ºBAR$ 4.833
- 16ºAMR$ 4.673
- 17ºSCR$ 4.669
- 18ºPBR$ 4.614
- 19ºPIR$ 4.458
- 20ºPER$ 4.430
- 21ºCER$ 4.380
- 22ºROR$ 4.329
- 23ºTOR$ 4.287
- 24ºESR$ 4.273
- 25ºMGR$ 4.253
- 26ºACR$ 4.217
- 27ºALR$ 4.152
Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. Estimativa de uma pesquisa por amostra (PNAD Contínua, 2º trimestre), com margem de erro maior nos estados menores. Inclui todas as jornadas e todos os vínculos da rede pública, não só o piso.
Professor ganha quanto, frente a outros com diploma? 2023
Rendimento médio do magistério público como porcentagem do rendimento médio dos demais profissionais assalariados com ensino superior completo (Indicador 17A do PNE; 100% = igual).
- 1ºGO117,8%
- 2ºRN116,3%
- 3ºMS111,7%
- 4ºMT109,7%
- 5ºMA109,5%
- 6ºSE107,3%
- 7ºBA102,8%
- 8ºAM100,8%
- 9ºPA98,2%
- 10ºAP97,9%
- 11ºRR96,1%
- 12ºAL94,1%
- 13ºRO92,8%
- 14ºCE92,4%
- 15ºSC92,2%
- 16ºAC91,7%
- 17ºPE90,9%
- 18ºPR89,7%
- 19ºSP87,3%
- 20ºMG84,5%
- 21ºTO84,3%
- 21ºRJ84,3%
- 23ºRS81,7%
- 24ºPB78,9%
- 25ºPI77,6%
- 26ºES77,3%
- 27ºDF69,7%
Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. A razão sobe tanto quando o salário dos professores aumenta quanto quando o dos demais profissionais cai.
Rendimento de professores e de outros com diploma 2012 a 2023
Rendimento bruto médio mensal dos profissionais do magistério público e dos demais assalariados com ensino superior completo, Brasil, em R$ de maio de 2023.
Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado, por recomendação do IBGE (dificuldades da pesquisa na pandemia); a linha liga 2019 a 2022.
A razão desde 2012: Brasil, Goiás e Distrito Federal 2012 a 2023
Indicador 17A: rendimento médio do magistério público como % do rendimento dos demais assalariados com ensino superior; Brasil e os estados com maior (Goiás) e menor (Distrito Federal) valor em 2023.
Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. A meta 17 do PNE 2014-2024 pedia 100% até 2020. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado.
Infográfico: Doug Netz / ALLFIN. Dados consultados em 15/10/2026, com fonte e período em cada aba.
Quanto ganha um professor: a pergunta que esta análise responde
O Dia do Professor é celebrado em 15 de outubro. Quanto ganha um professor no Brasil, comparado a colegas de outros países e a outros profissionais com diploma, e como isso muda de estado para estado? A análise junta três recortes diferentes, que respondem a perguntas diferentes e não devem ser somados: o salário previsto em lei no início da carreira (comparação entre países), o rendimento médio efetivo por estado e o piso nacional.
Resposta direta: no início da carreira, o salário previsto para professores de 6º ao 9º ano da rede pública é de US$ 25.710 por ano no Brasil (dólares ajustados pelo custo de vida, 2025), contra US$ 49.514 na média da OCDE, ou 52% dela. O Brasil fica na 37ª posição entre 41 países. Entre os estados, o rendimento médio mensal do magistério público em 2023 vai de R$ 4.152 (Alagoas) a R$ 6.459 (Distrito Federal); a média nacional é de R$ 4.920.
Metodologia e fontes
Países: os números vêm do Education at a Glance 2026, publicação anual da OCDE lançada em 29 de setembro de 2026 e dedicada aos professores, consultados pela API pública de dados da OCDE em 15 de outubro de 2026. O indicador é o salário estatutário (o fixado em lei ou tabela oficial) de professores em tempo integral na rede pública do 1º ciclo do ensino secundário, que no Brasil corresponde ao 6º ao 9º ano, com a qualificação mais comum, no início da carreira e em dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC). Foram incluídos 41 países com dado nacional; Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região.
Estados: os números vêm do Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação, do Inep (Meta 17, tabelas 1 a 7), que usa a PNAD Contínua do IBGE do segundo trimestre de cada ano. O rendimento é o bruto médio mensal dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica com ensino superior completo, em reais de maio de 2023. O último ano com dado por estado nesse relatório é 2023.
Piso: o piso salarial profissional nacional do magistério, fixado pelo MEC, é de R$ 5.130,63 por mês em 2026 (R$ 4.867,77 em 2025), para jornada de 40 horas semanais. Veja a página do MEC sobre o piso e a notícia do ministério sobre o valor de 2026.
Os dados, em três recortes
Esta seção traz só os números. A leitura vem depois, separada.
Salário inicial de professores, país a país
Os maiores salários iniciais previstos entre os 41 países são os de Luxemburgo (US$ 109.393), Alemanha (US$ 94.735), Suíça (US$ 84.627), Dinamarca (US$ 69.831) e Áustria (US$ 67.576). O menor é o do Peru (US$ 22.065). O Brasil tem US$ 25.710, na 37ª posição; 36 países ficam acima e 4 abaixo (Eslováquia, Grécia, Tailândia e Peru). A média da OCDE é de US$ 49.514.
O valor do Brasil na base da OCDE bate com o piso: R$ 4.867,77 por mês em 13,33 pagamentos (12 meses, 13º salário e um terço de férias) dá R$ 64.903,60 por ano.
Rendimento médio do magistério público, por estado
Em 2023, os maiores rendimentos médios mensais foram os de Distrito Federal (R$ 6.459), Sergipe (R$ 6.247) e Mato Grosso do Sul (R$ 6.092); os menores, os de Alagoas (R$ 4.152), Acre (R$ 4.217) e Minas Gerais (R$ 4.253). A média do Brasil foi de R$ 4.920; 13 das 27 unidades da federação ficaram acima dela. Por região: Norte (R$ 4.888, razão de 96,5%), Nordeste (R$ 4.690, razão de 96,0%), Sudeste (R$ 4.864, razão de 83,6%), Sul (R$ 4.864, razão de 87,3%) e Centro-Oeste (R$ 6.008, razão de 92,1%).
Professores frente a outros profissionais com diploma
O Indicador 17A do Plano Nacional de Educação compara o rendimento médio dos professores da rede pública com o dos demais assalariados com ensino superior completo. No Brasil, a razão foi de 86,9% em 2023 (professores com R$ 4.920 e demais profissionais com R$ 5.661), contra 65,2% em 2012. Entre os estados, os maiores valores foram os de Goiás (117,8%), Rio Grande do Norte (116,3%) e Mato Grosso do Sul (111,7%) e os menores, os de Distrito Federal (69,7%), Espírito Santo (77,3%) e Piauí (77,6%). 8 unidades da federação chegaram a 100% ou mais.
De 2012 a 2023, o rendimento médio dos professores passou de R$ 4.670 para R$ 4.920 a preços de maio de 2023, e o dos demais profissionais com diploma, de R$ 7.159 para R$ 5.661.
Leitura dos dados
A partir daqui, leitura dos números acima, sem opinião.
Os três números medem coisas diferentes. O ranking de países compara o salário previsto no início da carreira, em dólares que igualam o custo de vida. O rendimento por estado é o que a pesquisa domiciliar encontrou em média, com professores de todas as idades, jornadas e vínculos. O piso é o mínimo nacional para 40 horas semanais. Por isso, o piso de 2026 (R$ 5.130,63) e o rendimento médio de 2023 (R$ 4.920, a preços de maio de 2023) não podem ser subtraídos um do outro.
A razão frente a outros profissionais com diploma subiu de 65,2% para 86,9%. Segundo o próprio Inep, a alta se deve em grande parte à queda do rendimento dos demais profissionais, e não a ganhos reais do magistério. Nenhuma região chegou a 100% em média, e a razão mais alta (117,8% em Goiás) e a mais baixa (69,7% no Distrito Federal) estão entre estados com rendimento médio dos professores acima da média nacional, o que mostra que a razão depende também do que ganham os outros profissionais de cada lugar. O mapa não indica causa. Este texto não é recomendação de investimento nem de voto.
Limitações
- Os dados internacionais são o salário estatutário (o previsto em lei ou tabela) de 2025, de início de carreira, para o 1º ciclo do ensino secundário na rede pública; o salário efetivamente pago, as gratificações e a jornada variam e não entram no ranking.
- A comparação entre países usa dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que corrige as diferenças de custo de vida; um valor igual em dólares não significa o mesmo conforto em cada país.
- O valor da OCDE para o Brasil corresponde ao piso do magistério de 2025: R$ 4.867,77 por mês em 13,33 pagamentos (12 meses, 13º salário e um terço de férias) dá R$ 64.903,60 por ano. Para o Brasil, a base da OCDE traz só o salário de início de carreira, sem os valores após 10 ou 15 anos de experiência.
- O piso nacional de 2026 é de R$ 5.130,63 por mês, para 40 horas semanais; o valor foi conferido em notícias do MEC e não é comparável ao rendimento médio por estado, que mistura jornadas, níveis de formação e redes.
- Os dados por estado são do Inep (Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE, 2024), a partir da PNAD Contínua do IBGE; o último ano da série é 2023. Valores de 2024 divulgados por terceiros para alguns estados não foram confirmados em documento do Inep e não entram aqui.
- Os rendimentos por estado são estimativas de uma pesquisa por amostra, com margem de erro; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.
- O mapa e os rankings não indicam causa: o texto descreve os números e não explica por que cada lugar paga mais ou menos.
- Salário de início de carreira de professores: Salário previsto em lei ou tabela oficial, não o que cada professor recebe de fato. Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região. Países sem dado ficam sem cor.
- Salário inicial: maiores, menores e o Brasil: Em dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que iguala o custo de vida entre os países; não é a cotação do dólar. A jornada e o número de dias de aula variam entre os países e não entram na comparação.
- Rendimento médio mensal do magistério público: Estimativa de uma pesquisa por amostra (PNAD Contínua, 2º trimestre), com margem de erro maior nos estados menores. Inclui todas as jornadas e todos os vínculos da rede pública, não só o piso.
- Professor ganha quanto, frente a outros com diploma?: A razão sobe tanto quando o salário dos professores aumenta quanto quando o dos demais profissionais cai.
- Rendimento de professores e de outros com diploma: Os anos de 2020 e 2021 não têm dado, por recomendação do IBGE (dificuldades da pesquisa na pandemia); a linha liga 2019 a 2022.
- A razão desde 2012: Brasil, Goiás e Distrito Federal: A meta 17 do PNE 2014-2024 pedia 100% até 2020. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado.
Para ler a seguir
Veja também em quais países mais mulheres têm ensino médio completo, o peso da cesta básica no salário e a inflação de setembro por região.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um professor no Brasil?
O piso nacional do magistério é de R$ 5.130,63 por mês em 2026, para 40 horas semanais. O rendimento médio dos professores da rede pública com ensino superior foi de R$ 4.920 por mês em 2023, a preços de maio de 2023, segundo o Inep.
Em quais países os professores ganham mais?
No início da carreira, os maiores salários previstos em lei, em dólares ajustados pelo custo de vida, são os de Luxemburgo (US$ 109.393), Alemanha (US$ 94.735) e Suíça (US$ 84.627).
Como o salário inicial do professor brasileiro se compara à média da OCDE?
É de US$ 25.710 por ano, contra US$ 49.514 na média da OCDE (52% dela), em 2025.
Em que estado o professor ganha mais?
Em 2023, o maior rendimento médio mensal do magistério público foi o de Distrito Federal (R$ 6.459) e o menor, o de Alagoas (R$ 4.152).
O piso do magistério é o que o professor recebe?
Não necessariamente. O piso é o valor mínimo nacional para jornada de 40 horas; o rendimento efetivo depende do estado ou município, da jornada, do nível de formação e do tempo de carreira.



