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Quanto ganha um professor no Brasil, no mundo e nos estados

Quanto ganha um professor: Brasil, mundo e estados

Escolha a aba. Passe o mouse (ou toque) no mapa e nas linhas do ranking, nas barras e nos pontos do gráfico. Laranja = pior posição relativa; verde = melhor; dourado = escala sem melhor ou pior.

Salário de início de carreira de professores 2025

Salário estatutário anual de professores do 1º ciclo do ensino secundário (6º ao 9º ano), na rede pública, em tempo integral e com a qualificação mais comum, no início da carreira; em dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

US$ 109.393Maior salário inicial: Luxemburgo
US$ 22.065Menor salário inicial: Peru
Fiji · sem dadoTanzânia · sem dadoW. Sahara · sem dadoCanadá · US$ 47.909 · 16º de 41Estados Unidos · US$ 60.835 · 8º de 41Cazaquistão · sem dadoUzbequistão · sem dadoPapua-Nova Guiné · sem dadoIndonésia · sem dadoArgentina · sem dadoChile · US$ 33.442 · 32º de 41Congo – Kinshasa · sem dadoSomália · sem dadoQuênia · sem dadoSudão · sem dadoChade · sem dadoHaiti · sem dadoRepública Dominicana · sem dadoRússia · sem dadoBahamas · sem dadoFalkland Is. · sem dadoNoruega · US$ 64.371 · 7º de 41Greenland · sem dadoFr. S. Antarctic Lands · sem dadoTimor-Leste · sem dadoÁfrica do Sul · sem dadoLesoto · sem dadoMéxico · US$ 38.669 · 26º de 41Uruguai · sem dadoBrasil · US$ 25.710 · 37º de 41Bolívia · sem dadoPeru · US$ 22.065 · 41º de 41Colômbia · US$ 36.196 · 28º de 41Panamá · sem dadoCosta Rica · US$ 29.640 · 35º de 41Nicarágua · sem dadoHonduras · sem dadoEl Salvador · sem dadoGuatemala · sem dadoBelize · sem dadoVenezuela · sem dadoGuiana · sem dadoSuriname · sem dadoFrança · US$ 48.743 · 14º de 41Equador · sem dadoPorto Rico · sem dadoJamaica · sem dadoCuba · sem dadoZimbábue · sem dadoBotsuana · sem dadoNamíbia · sem dadoSenegal · sem dadoMali · sem dadoMauritânia · sem dadoBenin · sem dadoNíger · sem dadoNigéria · sem dadoCamarões · sem dadoTogo · sem dadoGana · sem dadoCosta do Marfim · sem dadoGuiné · sem dadoGuiné-Bissau · sem dadoLibéria · sem dadoSerra Leoa · sem dadoBurquina Faso · sem dadoRepública Centro-Africana · sem dadoRepública do Congo · sem dadoGabão · sem dadoGuiné Equatorial · sem dadoZâmbia · sem dadoMalaui · sem dadoMoçambique · sem dadoEssuatíni · sem dadoAngola · sem dadoBurundi · sem dadoIsrael · US$ 36.115 · 29º de 41Lebanon · sem dadoMadagascar · sem dadoPalestine · sem dadoGâmbia · sem dadoTunísia · sem dadoArgélia · sem dadoJordânia · sem dadoEmirados Árabes Unidos · sem dadoCatar · sem dadoKuwait · sem dadoIraque · sem dadoOmã · sem dadoVanuatu · sem dadoCamboja · sem dadoTailândia · US$ 24.486 · 40º de 41Laos · sem dadoMianmar (Birmânia) · sem dadoVietnã · sem dadoNorth Korea · sem dadoCoreia do Sul · US$ 43.482 · 20º de 41Mongólia · sem dadoÍndia · sem dadoBangladesh · sem dadoButão · sem dadoNepal · sem dadoPaquistão · sem dadoAfghanistan · sem dadoTadjiquistão · sem dadoQuirguistão · sem dadoTurcomenistão · sem dadoIrã · sem dadoSyria · sem dadoArmênia · sem dadoSuécia · US$ 53.581 · 11º de 41Bielorrússia · sem dadoUcrânia · sem dadoPolônia · US$ 32.493 · 33º de 41Áustria · US$ 67.576 · 5º de 41Hungria · US$ 39.021 · 25º de 41Moldávia · sem dadoRomênia · US$ 37.612 · 27º de 41Lituânia · US$ 44.680 · 19º de 41Letônia · US$ 30.342 · 34º de 41Estônia · US$ 33.804 · 30º de 41Alemanha · US$ 94.735 · 2º de 41Bulgária · US$ 33.526 · 31º de 41Grécia · US$ 25.267 · 39º de 41Turquia · US$ 49.916 · 13º de 41Albânia · sem dadoCroácia · US$ 47.287 · 17º de 41Suíça · US$ 84.627 · 3º de 41Luxemburgo · US$ 109.393 · 1º de 41Bélgica · sem dadoPaíses Baixos · sem dadoPortugal · US$ 44.924 · 18º de 41Espanha · US$ 66.772 · 6º de 41Irlanda · US$ 48.589 · 15º de 41New Caledonia · sem dadoIlhas Salomão · sem dadoNova Zelândia · US$ 40.888 · 24º de 41Austrália · US$ 59.603 · 9º de 41Sri Lanka · sem dadoChina · sem dadoTaiwan · sem dadoItália · US$ 43.315 · 21º de 41Dinamarca · US$ 69.831 · 4º de 41Reino Unido · sem dadoIslândia · US$ 57.449 · 10º de 41Azerbaijão · sem dadoGeórgia · sem dadoFilipinas · sem dadoMalásia · sem dadoBrunei · sem dadoEslovênia · US$ 41.137 · 23º de 41Finlândia · US$ 50.227 · 12º de 41Eslováquia · US$ 25.560 · 38º de 41Tchéquia · US$ 28.646 · 36º de 41Eritrea · sem dadoJapão · US$ 43.085 · 22º de 41Paraguai · sem dadoIêmen · sem dadoArábia Saudita · sem dadoChipre · sem dadoMarrocos · sem dadoEgito · sem dadoLíbia · sem dadoEtiópia · sem dadoDjibuti · sem dadoUganda · sem dadoRuanda · sem dadoBósnia e Herzegovina · sem dadoMacedônia do Norte · sem dadoSérvia · sem dadoMontenegro · sem dadoTrinidad e Tobago · sem dadoSudão do Sul · sem dado
menormaior
  1. 1ºLuxemburgoUS$ 109.393
  2. 2ºAlemanhaUS$ 94.735
  3. 3ºSuíçaUS$ 84.627
  4. 4ºDinamarcaUS$ 69.831
  5. 5ºÁustriaUS$ 67.576
  6. 6ºEspanhaUS$ 66.772
  7. 7ºNoruegaUS$ 64.371
  8. 8ºEstados UnidosUS$ 60.835
  9. 9ºAustráliaUS$ 59.603
  10. 10ºIslândiaUS$ 57.449
  11. 11ºSuéciaUS$ 53.581
  12. 12ºFinlândiaUS$ 50.227
  13. 13ºTurquiaUS$ 49.916
  14. 14ºFrançaUS$ 48.743
  15. 15ºIrlandaUS$ 48.589
  16. 16ºCanadáUS$ 47.909
  17. 17ºCroáciaUS$ 47.287
  18. 18ºPortugalUS$ 44.924
  19. 19ºLituâniaUS$ 44.680
  20. 20ºCoreia do SulUS$ 43.482
  21. 21ºItáliaUS$ 43.315
  22. 22ºJapãoUS$ 43.085
  23. 23ºEslovêniaUS$ 41.137
  24. 24ºNova ZelândiaUS$ 40.888
  25. 25ºHungriaUS$ 39.021
  26. 26ºMéxicoUS$ 38.669
  27. 27ºRomêniaUS$ 37.612
  28. 28ºColômbiaUS$ 36.196
  29. 29ºIsraelUS$ 36.115
  30. 30ºEstôniaUS$ 33.804
  31. 31ºBulgáriaUS$ 33.526
  32. 32ºChileUS$ 33.442
  33. 33ºPolôniaUS$ 32.493
  34. 34ºLetôniaUS$ 30.342
  35. 35ºCosta RicaUS$ 29.640
  36. 36ºTchéquiaUS$ 28.646
  37. 37ºBrasilUS$ 25.710
  38. 38ºEslováquiaUS$ 25.560
  39. 39ºGréciaUS$ 25.267
  40. 40ºTailândiaUS$ 24.486
  41. 41ºPeruUS$ 22.065

Fonte: OCDE, Education at a Glance 2026 (salário estatutário de professores). Salário previsto em lei ou tabela oficial, não o que cada professor recebe de fato. Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região. Países sem dado ficam sem cor.

Salário inicial: maiores, menores e o Brasil 2025

Salário estatutário anual de início de carreira (1º ciclo do secundário, rede pública, tempo integral); os 5 maiores e os 3 menores entre 41 países, a média da OCDE e o Brasil.

US$ 109.393Maior salário inicial: Luxemburgo
US$ 22.065Menor salário inicial: Peru
LuxemburgoUS$ 109.393AlemanhaUS$ 94.735SuíçaUS$ 84.627DinamarcaUS$ 69.831ÁustriaUS$ 67.576Média da OCDEUS$ 49.514Brasil (37º de 41)US$ 25.710GréciaUS$ 25.267TailândiaUS$ 24.486PeruUS$ 22.065

Fonte: OCDE, Education at a Glance 2026 (salário estatutário de professores). Em dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que iguala o custo de vida entre os países; não é a cotação do dólar. A jornada e o número de dias de aula variam entre os países e não entram na comparação.

Rendimento médio mensal do magistério público 2023

Rendimento bruto médio mensal dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica com ensino superior completo, em R$ de maio de 2023.

R$ 6.459Maior rendimento médio: Distrito Federal
R$ 4.152Menor rendimento médio: Alagoas
R$ 4.920Brasil
AC · R$ 4.217 · 26º de 27AL · R$ 4.152 · 27º de 27AP · R$ 5.268 · 9º de 27AM · R$ 4.673 · 16º de 27BA · R$ 4.833 · 15º de 27CE · R$ 4.380 · 21º de 27DF · R$ 6.459 · 1º de 27ES · R$ 4.273 · 24º de 27GO · R$ 5.515 · 6º de 27MA · R$ 4.867 · 14º de 27MT · R$ 6.085 · 4º de 27MS · R$ 6.092 · 3º de 27MG · R$ 4.253 · 25º de 27PA · R$ 5.294 · 8º de 27PB · R$ 4.614 · 18º de 27PR · R$ 4.925 · 13º de 27PE · R$ 4.430 · 20º de 27PI · R$ 4.458 · 19º de 27RJ · R$ 5.910 · 5º de 27RN · R$ 5.200 · 10º de 27RS · R$ 4.937 · 11º de 27RO · R$ 4.329 · 22º de 27RR · R$ 5.475 · 7º de 27SC · R$ 4.669 · 17º de 27SP · R$ 4.933 · 12º de 27SE · R$ 6.247 · 2º de 27TO · R$ 4.287 · 23º de 27
menormaior
  1. 1ºDFR$ 6.459
  2. 2ºSER$ 6.247
  3. 3ºMSR$ 6.092
  4. 4ºMTR$ 6.085
  5. 5ºRJR$ 5.910
  6. 6ºGOR$ 5.515
  7. 7ºRRR$ 5.475
  8. 8ºPAR$ 5.294
  9. 9ºAPR$ 5.268
  10. 10ºRNR$ 5.200
  11. 11ºRSR$ 4.937
  12. 12ºSPR$ 4.933
  13. 13ºPRR$ 4.925
  14. 14ºMAR$ 4.867
  15. 15ºBAR$ 4.833
  16. 16ºAMR$ 4.673
  17. 17ºSCR$ 4.669
  18. 18ºPBR$ 4.614
  19. 19ºPIR$ 4.458
  20. 20ºPER$ 4.430
  21. 21ºCER$ 4.380
  22. 22ºROR$ 4.329
  23. 23ºTOR$ 4.287
  24. 24ºESR$ 4.273
  25. 25ºMGR$ 4.253
  26. 26ºACR$ 4.217
  27. 27ºALR$ 4.152

Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. Estimativa de uma pesquisa por amostra (PNAD Contínua, 2º trimestre), com margem de erro maior nos estados menores. Inclui todas as jornadas e todos os vínculos da rede pública, não só o piso.

Professor ganha quanto, frente a outros com diploma? 2023

Rendimento médio do magistério público como porcentagem do rendimento médio dos demais profissionais assalariados com ensino superior completo (Indicador 17A do PNE; 100% = igual).

117,8%Mais perto ou acima dos demais: Goiás
69,7%Mais distante dos demais: Distrito Federal
86,9%Brasil
AC · 91,7% · 16º de 27AL · 94,1% · 12º de 27AP · 97,9% · 10º de 27AM · 100,8% · 8º de 27BA · 102,8% · 7º de 27CE · 92,4% · 14º de 27DF · 69,7% · 27º de 27ES · 77,3% · 26º de 27GO · 117,8% · 1º de 27MA · 109,5% · 5º de 27MT · 109,7% · 4º de 27MS · 111,7% · 3º de 27MG · 84,5% · 20º de 27PA · 98,2% · 9º de 27PB · 78,9% · 24º de 27PR · 89,7% · 18º de 27PE · 90,9% · 17º de 27PI · 77,6% · 25º de 27RJ · 84,3% · 21º de 27RN · 116,3% · 2º de 27RS · 81,7% · 23º de 27RO · 92,8% · 13º de 27RR · 96,1% · 11º de 27SC · 92,2% · 15º de 27SP · 87,3% · 19º de 27SE · 107,3% · 6º de 27TO · 84,3% · 21º de 27
menormaior
  1. 1ºGO117,8%
  2. 2ºRN116,3%
  3. 3ºMS111,7%
  4. 4ºMT109,7%
  5. 5ºMA109,5%
  6. 6ºSE107,3%
  7. 7ºBA102,8%
  8. 8ºAM100,8%
  9. 9ºPA98,2%
  10. 10ºAP97,9%
  11. 11ºRR96,1%
  12. 12ºAL94,1%
  13. 13ºRO92,8%
  14. 14ºCE92,4%
  15. 15ºSC92,2%
  16. 16ºAC91,7%
  17. 17ºPE90,9%
  18. 18ºPR89,7%
  19. 19ºSP87,3%
  20. 20ºMG84,5%
  21. 21ºTO84,3%
  22. 21ºRJ84,3%
  23. 23ºRS81,7%
  24. 24ºPB78,9%
  25. 25ºPI77,6%
  26. 26ºES77,3%
  27. 27ºDF69,7%

Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. A razão sobe tanto quando o salário dos professores aumenta quanto quando o dos demais profissionais cai.

Rendimento de professores e de outros com diploma 2012 a 2023

Rendimento bruto médio mensal dos profissionais do magistério público e dos demais assalariados com ensino superior completo, Brasil, em R$ de maio de 2023.

R$ 4.920Professores, 2023
R$ 4.670Professores, 2012
01.9333.8665.7997.732201220142016201820202022Professores · 2012: R$ 4.670Professores · 2013: R$ 4.882Professores · 2014: R$ 4.892Professores · 2015: R$ 4.900Professores · 2016: R$ 4.619Professores · 2017: R$ 4.790Professores · 2018: R$ 4.876Professores · 2019: R$ 4.853Professores · 2022: R$ 4.577Professores · 2023: R$ 4.920Demais com diploma · 2012: R$ 7.159Demais com diploma · 2013: R$ 6.922Demais com diploma · 2014: R$ 6.937Demais com diploma · 2015: R$ 6.741Demais com diploma · 2016: R$ 6.461Demais com diploma · 2017: R$ 6.380Demais com diploma · 2018: R$ 6.361Demais com diploma · 2019: R$ 6.178Demais com diploma · 2022: R$ 5.542Demais com diploma · 2023: R$ 5.661ProfessoresDemais com diploma

Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado, por recomendação do IBGE (dificuldades da pesquisa na pandemia); a linha liga 2019 a 2022.

A razão desde 2012: Brasil, Goiás e Distrito Federal 2012 a 2023

Indicador 17A: rendimento médio do magistério público como % do rendimento dos demais assalariados com ensino superior; Brasil e os estados com maior (Goiás) e menor (Distrito Federal) valor em 2023.

86,9%Brasil, 2023
65,2%Brasil, 2012
100,0%Meta do PNE
0,031,863,695,4127,2201220142016201820202022Brasil · 2012: 65,2%Brasil · 2013: 70,5%Brasil · 2014: 70,5%Brasil · 2015: 72,7%Brasil · 2016: 71,5%Brasil · 2017: 75,1%Brasil · 2018: 76,7%Brasil · 2019: 78,5%Brasil · 2022: 82,6%Brasil · 2023: 86,9%Goiás · 2012: 83,4%Goiás · 2013: 86,3%Goiás · 2014: 87,8%Goiás · 2015: 88,9%Goiás · 2016: 84,6%Goiás · 2017: 87,2%Goiás · 2018: 98,2%Goiás · 2019: 99,2%Goiás · 2022: 107,6%Goiás · 2023: 117,8%Distrito Federal · 2012: 72,9%Distrito Federal · 2013: 80,0%Distrito Federal · 2014: 75,8%Distrito Federal · 2015: 79,3%Distrito Federal · 2016: 72,9%Distrito Federal · 2017: 83,2%Distrito Federal · 2018: 79,7%Distrito Federal · 2019: 78,4%Distrito Federal · 2022: 72,8%Distrito Federal · 2023: 69,7%BrasilGoiásDistrito Federal

Fonte: Inep, Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE (Meta 17), com dados da PNAD Contínua/IBGE. A meta 17 do PNE 2014-2024 pedia 100% até 2020. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado.

Infográfico: Doug Netz / ALLFIN. Dados consultados em 15/10/2026, com fonte e período em cada aba.

Quanto ganha um professor: a pergunta que esta análise responde

O Dia do Professor é celebrado em 15 de outubro. Quanto ganha um professor no Brasil, comparado a colegas de outros países e a outros profissionais com diploma, e como isso muda de estado para estado? A análise junta três recortes diferentes, que respondem a perguntas diferentes e não devem ser somados: o salário previsto em lei no início da carreira (comparação entre países), o rendimento médio efetivo por estado e o piso nacional.

Resposta direta: no início da carreira, o salário previsto para professores de 6º ao 9º ano da rede pública é de US$ 25.710 por ano no Brasil (dólares ajustados pelo custo de vida, 2025), contra US$ 49.514 na média da OCDE, ou 52% dela. O Brasil fica na 37ª posição entre 41 países. Entre os estados, o rendimento médio mensal do magistério público em 2023 vai de R$ 4.152 (Alagoas) a R$ 6.459 (Distrito Federal); a média nacional é de R$ 4.920.

Metodologia e fontes

Países: os números vêm do Education at a Glance 2026, publicação anual da OCDE lançada em 29 de setembro de 2026 e dedicada aos professores, consultados pela API pública de dados da OCDE em 15 de outubro de 2026. O indicador é o salário estatutário (o fixado em lei ou tabela oficial) de professores em tempo integral na rede pública do 1º ciclo do ensino secundário, que no Brasil corresponde ao 6º ao 9º ano, com a qualificação mais comum, no início da carreira e em dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC). Foram incluídos 41 países com dado nacional; Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região.

Estados: os números vêm do Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação, do Inep (Meta 17, tabelas 1 a 7), que usa a PNAD Contínua do IBGE do segundo trimestre de cada ano. O rendimento é o bruto médio mensal dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica com ensino superior completo, em reais de maio de 2023. O último ano com dado por estado nesse relatório é 2023.

Piso: o piso salarial profissional nacional do magistério, fixado pelo MEC, é de R$ 5.130,63 por mês em 2026 (R$ 4.867,77 em 2025), para jornada de 40 horas semanais. Veja a página do MEC sobre o piso e a notícia do ministério sobre o valor de 2026.

Os dados, em três recortes

Esta seção traz só os números. A leitura vem depois, separada.

Salário inicial de professores, país a país

Os maiores salários iniciais previstos entre os 41 países são os de Luxemburgo (US$ 109.393), Alemanha (US$ 94.735), Suíça (US$ 84.627), Dinamarca (US$ 69.831) e Áustria (US$ 67.576). O menor é o do Peru (US$ 22.065). O Brasil tem US$ 25.710, na 37ª posição; 36 países ficam acima e 4 abaixo (Eslováquia, Grécia, Tailândia e Peru). A média da OCDE é de US$ 49.514.

O valor do Brasil na base da OCDE bate com o piso: R$ 4.867,77 por mês em 13,33 pagamentos (12 meses, 13º salário e um terço de férias) dá R$ 64.903,60 por ano.

Rendimento médio do magistério público, por estado

Em 2023, os maiores rendimentos médios mensais foram os de Distrito Federal (R$ 6.459), Sergipe (R$ 6.247) e Mato Grosso do Sul (R$ 6.092); os menores, os de Alagoas (R$ 4.152), Acre (R$ 4.217) e Minas Gerais (R$ 4.253). A média do Brasil foi de R$ 4.920; 13 das 27 unidades da federação ficaram acima dela. Por região: Norte (R$ 4.888, razão de 96,5%), Nordeste (R$ 4.690, razão de 96,0%), Sudeste (R$ 4.864, razão de 83,6%), Sul (R$ 4.864, razão de 87,3%) e Centro-Oeste (R$ 6.008, razão de 92,1%).

Professores frente a outros profissionais com diploma

O Indicador 17A do Plano Nacional de Educação compara o rendimento médio dos professores da rede pública com o dos demais assalariados com ensino superior completo. No Brasil, a razão foi de 86,9% em 2023 (professores com R$ 4.920 e demais profissionais com R$ 5.661), contra 65,2% em 2012. Entre os estados, os maiores valores foram os de Goiás (117,8%), Rio Grande do Norte (116,3%) e Mato Grosso do Sul (111,7%) e os menores, os de Distrito Federal (69,7%), Espírito Santo (77,3%) e Piauí (77,6%). 8 unidades da federação chegaram a 100% ou mais.

De 2012 a 2023, o rendimento médio dos professores passou de R$ 4.670 para R$ 4.920 a preços de maio de 2023, e o dos demais profissionais com diploma, de R$ 7.159 para R$ 5.661.

Leitura dos dados

A partir daqui, leitura dos números acima, sem opinião.

Os três números medem coisas diferentes. O ranking de países compara o salário previsto no início da carreira, em dólares que igualam o custo de vida. O rendimento por estado é o que a pesquisa domiciliar encontrou em média, com professores de todas as idades, jornadas e vínculos. O piso é o mínimo nacional para 40 horas semanais. Por isso, o piso de 2026 (R$ 5.130,63) e o rendimento médio de 2023 (R$ 4.920, a preços de maio de 2023) não podem ser subtraídos um do outro.

A razão frente a outros profissionais com diploma subiu de 65,2% para 86,9%. Segundo o próprio Inep, a alta se deve em grande parte à queda do rendimento dos demais profissionais, e não a ganhos reais do magistério. Nenhuma região chegou a 100% em média, e a razão mais alta (117,8% em Goiás) e a mais baixa (69,7% no Distrito Federal) estão entre estados com rendimento médio dos professores acima da média nacional, o que mostra que a razão depende também do que ganham os outros profissionais de cada lugar. O mapa não indica causa. Este texto não é recomendação de investimento nem de voto.

Limitações

  • Os dados internacionais são o salário estatutário (o previsto em lei ou tabela) de 2025, de início de carreira, para o 1º ciclo do ensino secundário na rede pública; o salário efetivamente pago, as gratificações e a jornada variam e não entram no ranking.
  • A comparação entre países usa dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que corrige as diferenças de custo de vida; um valor igual em dólares não significa o mesmo conforto em cada país.
  • O valor da OCDE para o Brasil corresponde ao piso do magistério de 2025: R$ 4.867,77 por mês em 13,33 pagamentos (12 meses, 13º salário e um terço de férias) dá R$ 64.903,60 por ano. Para o Brasil, a base da OCDE traz só o salário de início de carreira, sem os valores após 10 ou 15 anos de experiência.
  • O piso nacional de 2026 é de R$ 5.130,63 por mês, para 40 horas semanais; o valor foi conferido em notícias do MEC e não é comparável ao rendimento médio por estado, que mistura jornadas, níveis de formação e redes.
  • Os dados por estado são do Inep (Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do PNE, 2024), a partir da PNAD Contínua do IBGE; o último ano da série é 2023. Valores de 2024 divulgados por terceiros para alguns estados não foram confirmados em documento do Inep e não entram aqui.
  • Os rendimentos por estado são estimativas de uma pesquisa por amostra, com margem de erro; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.
  • O mapa e os rankings não indicam causa: o texto descreve os números e não explica por que cada lugar paga mais ou menos.
  • Salário de início de carreira de professores: Salário previsto em lei ou tabela oficial, não o que cada professor recebe de fato. Bélgica e Reino Unido ficam de fora porque a OCDE publica esses dados só por região. Países sem dado ficam sem cor.
  • Salário inicial: maiores, menores e o Brasil: Em dólares ajustados pela paridade do poder de compra, que iguala o custo de vida entre os países; não é a cotação do dólar. A jornada e o número de dias de aula variam entre os países e não entram na comparação.
  • Rendimento médio mensal do magistério público: Estimativa de uma pesquisa por amostra (PNAD Contínua, 2º trimestre), com margem de erro maior nos estados menores. Inclui todas as jornadas e todos os vínculos da rede pública, não só o piso.
  • Professor ganha quanto, frente a outros com diploma?: A razão sobe tanto quando o salário dos professores aumenta quanto quando o dos demais profissionais cai.
  • Rendimento de professores e de outros com diploma: Os anos de 2020 e 2021 não têm dado, por recomendação do IBGE (dificuldades da pesquisa na pandemia); a linha liga 2019 a 2022.
  • A razão desde 2012: Brasil, Goiás e Distrito Federal: A meta 17 do PNE 2014-2024 pedia 100% até 2020. Os anos de 2020 e 2021 não têm dado.

Para ler a seguir

Veja também em quais países mais mulheres têm ensino médio completo, o peso da cesta básica no salário e a inflação de setembro por região.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor no Brasil?

O piso nacional do magistério é de R$ 5.130,63 por mês em 2026, para 40 horas semanais. O rendimento médio dos professores da rede pública com ensino superior foi de R$ 4.920 por mês em 2023, a preços de maio de 2023, segundo o Inep.

Em quais países os professores ganham mais?

No início da carreira, os maiores salários previstos em lei, em dólares ajustados pelo custo de vida, são os de Luxemburgo (US$ 109.393), Alemanha (US$ 94.735) e Suíça (US$ 84.627).

Como o salário inicial do professor brasileiro se compara à média da OCDE?

É de US$ 25.710 por ano, contra US$ 49.514 na média da OCDE (52% dela), em 2025.

Em que estado o professor ganha mais?

Em 2023, o maior rendimento médio mensal do magistério público foi o de Distrito Federal (R$ 6.459) e o menor, o de Alagoas (R$ 4.152).

O piso do magistério é o que o professor recebe?

Não necessariamente. O piso é o valor mínimo nacional para jornada de 40 horas; o rendimento efetivo depende do estado ou município, da jornada, do nível de formação e do tempo de carreira.

Infográfico com o mapa-múndi do salário inicial de professores, o ranking dos países e do Brasil, o rendimento do magistério público por estado, a razão frente a outros profissionais com diploma e as séries desde 2012

Doug Netz
Doug Netzhttps://allfin.com.br/sobre/
Doug Netz é a persona editorial do ALLFIN para análise de dados: números oficiais do Brasil e do mundo, explicados de forma simples.
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