HomeRenda VariávelXP dispara 30% e Petrobras vira aposta dos bancos após 1º turno

XP dispara 30% e Petrobras vira aposta dos bancos após 1º turno

- Advertisement -
DOMÍNIO • DADOS • CRESCIMENTO

suaempresa.com.br é o centro da sua presença digital.

Direcione campanhas, organize seus links e conecte ferramentas de análise em um endereço que é só seu.

Encontrar meu domínio → Sua marca. Seus links. Seus dados.

Foto: XP Divulgação/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O pano de fundo: Flávio Bolsonaro lidera, mercado precifica

A disputa pela Presidência segue indefinida até o 2º turno, em 25 de outubro, mas na Bolsa a resposta já veio pronta nesta segunda-feira (05/10): o Ibovespa fechou em 206.912 pontos, alta de 7,70% no dia — um patamar que o índice nunca havia alcançado antes, segundo a Agência Brasil. E o fechamento do índice conta só parte da história do primeiro pregão depois do 1º turno: abaixo da média, bancos como JPMorgan, BTG Pactual e Itaú BBA já reescreviam suas contas para ações específicas — com Petrobras e XP Inc entre as mais citadas.

Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula no primeiro turno de domingo (04/10) e os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. Os governadores Caiado e Zema confirmaram apoio a Flávio para a nova fase da disputa, segundo o Money Times. Esse cenário — e a leitura de bancos e corretoras sobre ele — já vinha movendo bolsa, câmbio e juros antes mesmo da abertura do pregão desta segunda. A novidade de hoje é que os preços já fecharam o dia confirmando parte dessa aposta.

Os números do fechamento

Além do Ibovespa, o dólar caiu para a casa dos R$ 5, segundo a Agência Brasil. Os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base (1 ponto percentual) nos vértices médios e longos, de acordo com o Money Times. No Tesouro Direto, os preços dos títulos dispararam e as taxas caíram no mesmo movimento, informou o Seu Dinheiro. A Selic segue em 13,75% ao ano, sem reunião do Copom no período — é só o pano de fundo da renda fixa, não o motivo do movimento de hoje.

Quem liderou as altas e as quedas

Entre as maiores altas do Ibovespa, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 24,18%, seguida por Cosan (CSAN3), com 23,79%, B3 (B3SA3), com 22,63%, BTG Pactual (BPAC11), com 22,52%, e Vamos (VAMO3), com 21,31%. Do lado oposto, Suzano (SUZB3) recuou 5,39%, Embraer (EMBJ3) caiu 3,31%, Gerdau (GGBR4) cedeu 1,19%, Vale (VALE3) perdeu 0,97% e Klabin (KLBN11) teve baixa de 0,86%.

Petrobras: JPMorgan mantém preferida, BTG vê espaço de até 25%

A ação da Petrobras (PETR4) saltou após o 1º turno, segundo o InfoMoney. O JPMorgan mantém a estatal como sua preferida no setor; o BTG Pactual vê espaço para uma alta adicional de 20% a 25%; e o Bradesco BBI elevou o preço-alvo da ação para R$ 62. São projeções de cada instituição, não garantia de retorno.

XP salta 30% e ganha aposta do Itaú BBA

A ação da XP Inc. disparou 30% na sessão desta segunda, a US$ 28,15, segundo o Money Times. O Itaú BBA elevou o preço-alvo do papel de US$ 22 para US$ 27 — novamente, uma projeção do banco, não uma recomendação do ALLFIN.

O que os bancos projetam para o 2º turno

O JPMorgan elevou sua visão sobre o Brasil e vê potencial de alta de até 20% nas ações, segundo o Seu Dinheiro. Morgan Stanley e a dupla BTG/Citi foram além e montaram cenários de pontuação para o Ibovespa conforme o resultado do 2º turno — projeções que variam conforme quem vencer em 25 de outubro, e que os próprios bancos tratam como hipótese, não como certeza. No setor de construção civil, o JPMorgan reduziu a preferência por construtoras do Minha Casa Minha Vida e passou a priorizar construtoras de média e alta renda, por incerteza sobre o desenho dos programas habitacionais numa eventual troca de governo.

O efeito passou a fronteira

O mercado financeiro argentino também fechou a segunda-feira em alta generalizada, movimento que analistas atribuíram, segundo o Money Times, ao resultado da eleição brasileira — um sinal de como o 1º turno no Brasil repercutiu também fora do país.

O que pode esfriar essa alta antes de 25 de outubro

Toda essa reação de preços está apoiada em expectativa, não em resultado definitivo: faltam três semanas de campanha até o 2º turno, e os próprios cenários de Morgan Stanley, BTG e Citi mudam conforme quem vencer. Um contraponto discreto ao otimismo do dia veio do Boletim Focus do Banco Central, também divulgado nesta segunda: a projeção de inflação para 2026 subiu pela terceira semana seguida, de 4,99% para 5,01%. Não muda o humor do mercado hoje, mas é o tipo de dado que volta a pesar se a disputa eleitoral se arrastar sem sinalização clara de política econômica.

Este texto tem caráter informativo e reporta a leitura de analistas e instituições financeiras sobre o cenário eleitoral; não constitui recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.

Fontes: Agência Brasil — “Dólar cai a R$ 5, e bolsa sobe quase 8% após primeiro turno” e “Focus: mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026”; Money Times — “Juros futuros têm rali com ‘trade Flávio’ e caem 100 pontos-base”, “Não deu nem tempo: Itaú eleva preço-alvo da XP” e “Mercado financeiro argentino recupera forças com resultado eleitoral no Brasil”; Seu Dinheiro — “Tesouro Direto: preços disparam e taxas caem após primeiro turno”, “O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão e vê alta de até 20%”, “Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa, segundo BTG e Citi” e “Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações”; InfoMoney — “Petrobras salta após 1º turno da eleição: ação ainda tem espaço para subir mais?”.

Plataforma de petróleo offshore em porto, ilustrando o setor de energia

Maria Gabriela
Maria Gabrielahttp://allfin.com.br
Maria Gabriela é jornalista dedicada à cobertura de economia, negócios e mercado financeiro.
ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, informe seu nome

HOSTINGER
CLOUD
CLOUD PROFESSIONAL
Seu site cresceu. Sua hospedagem também precisa.
✓ Recursos dedicados
✓ Armazenamento NVMe
✓ IP dedicado
Conhecer o Cloud →

MAIS LIDAS

COMENTÁRIOS RECENTES