Fome no mundo e no Brasil: por país e por estado
Escolha a aba. Passe o mouse (ou toque) no mapa e nas linhas do ranking, nas barras e nos pontos do gráfico. Laranja = pior posição relativa; verde = melhor; dourado = escala sem melhor ou pior.
Parcela da população em subalimentação 2023 a 2025
Prevalência de subalimentação: percentual da população cujo consumo habitual de alimentos não fornece a energia necessária para uma vida ativa e saudável; média de três anos.
- 1ºSomália56,5%
- 2ºHaiti51,4%
- 3ºMadagascar41,8%
- 4ºZâmbia41,0%
- 5ºSíria40,8%
- 6ºCongo – Kinshasa39,5%
- 7ºLibéria37,3%
- 8ºQuênia34,9%
- 9ºChade33,6%
- 10ºPapua-Nova Guiné30,5%
- 11ºRepública Centro-Africana29,8%
- 12ºAfeganistão27,8%
- 13ºIlhas Salomão27,0%
- 14ºSerra Leoa25,3%
- 15ºRepública do Congo25,0%
- 16ºMalaui24,5%
- 17ºGabão23,3%
- 18ºSão Tomé e Príncipe23,0%
- 19ºRuanda22,6%
- 20ºMoçambique22,3%
- 21ºNigéria22,2%
- 22ºUganda20,9%
- 23ºNamíbia20,1%
- 24ºGuiné-Bissau20,0%
- 25ºEtiópia19,9%
- 26ºBolívia19,5%
- 27ºSudão do Sul19,1%
- 27ºTanzânia19,1%
- 29ºLíbia18,7%
- 30ºZimbábue18,4%
- 31ºBotsuana18,2%
- 32ºGâmbia17,5%
- 33ºAngola17,4%
- 34ºTimor-Leste16,9%
- 35ºComores16,5%
- 36ºPaquistão16,1%
- 37ºEssuatíni15,1%
- 38ºDjibuti14,7%
- 39ºHonduras14,3%
- 40ºIraque13,4%
- 41ºNíger12,9%
- 42ºGuatemala12,7%
- 42ºSuriname12,7%
- 44ºJordânia12,2%
- 45ºMali12,1%
- 46ºBurquina Faso11,7%
- 47ºCosta do Marfim11,4%
- 48ºÁfrica do Sul11,2%
- 49ºBenin11,1%
- 49ºLíbano11,1%
- 51ºMauritânia11,0%
- 52ºEquador10,8%
- 52ºUcrânia10,8%
- 54ºTrinidad e Tobago10,4%
- 55ºTogo10,2%
- 56ºLaos10,0%
- 57ºÍndia9,8%
- 58ºGuiné8,7%
- 59ºEgito8,4%
- 60ºBangladesh8,2%
- 61ºCabo Verde8,1%
- 62ºJamaica8,0%
- 62ºTadjiquistão8,0%
- 64ºFiji7,2%
- 65ºOmã7,1%
- 66ºIrã6,7%
- 67ºMarrocos6,5%
- 68ºGana6,4%
- 69ºIndonésia6,3%
- 70ºVietnã6,1%
- 71ºVanuatu5,8%
- 72ºPeru5,7%
- 73ºAlbânia5,6%
- 74ºTailândia5,4%
- 75ºEl Salvador5,3%
- 75ºSenegal5,3%
- 75ºVenezuela5,3%
- 78ºNepal5,2%
- 79ºBarbados5,0%
- 80ºCamarões4,9%
- 80ºMaurício4,9%
- 80ºSri Lanka4,9%
- 83ºQuirguistão4,8%
- 84ºCamboja4,7%
- 84ºPanamá4,7%
- 86ºMianmar (Birmânia)4,6%
- 87ºBelize4,4%
- 88ºColômbia4,1%
- 88ºNova Caledônia4,1%
- 88ºParaguai4,1%
- 88ºTurcomenistão4,1%
- 92ºSão Vicente e Granadinas4,0%
- 93ºQuiribati3,8%
- 94ºCuba3,5%
- 95ºFilipinas3,4%
- 95ºSamoa3,4%
- 97ºMéxico3,1%
- 98ºDominica3,0%
- 99ºArgentina2,8%
- 99ºTunísia2,8%
- 101ºPolinésia Francesa2,6%
- 102ºArgélia2,5%
- 102ºArmênia2,5%
- 102ºAustrália2,5%
- 102ºÁustria2,5%
- 102ºAzerbaijão2,5%
- 102ºBielorrússia2,5%
- 102ºBélgica2,5%
- 102ºBósnia e Herzegovina2,5%
- 102ºBulgária2,5%
- 102ºCanadá2,5%
- 102ºChile2,5%
- 102ºChina2,5%
- 102ºCosta Rica2,5%
- 102ºCroácia2,5%
- 102ºChipre2,5%
- 102ºTchéquia2,5%
- 102ºDinamarca2,5%
- 102ºRepública Dominicana2,5%
- 102ºEstônia2,5%
- 102ºFinlândia2,5%
- 102ºFrança2,5%
- 102ºGeórgia2,5%
- 102ºAlemanha2,5%
- 102ºGrécia2,5%
- 102ºGuiana2,5%
- 102ºHungria2,5%
- 102ºIslândia2,5%
- 102ºIrlanda2,5%
- 102ºIsrael2,5%
- 102ºItália2,5%
- 102ºJapão2,5%
- 102ºCazaquistão2,5%
- 102ºCoreia do Sul2,5%
- 102ºKuwait2,5%
- 102ºLetônia2,5%
- 102ºLituânia2,5%
- 102ºLuxemburgo2,5%
- 102ºMalásia2,5%
- 102ºMalta2,5%
- 102ºMoldávia2,5%
- 102ºMongólia2,5%
- 102ºMontenegro2,5%
- 102ºPaíses Baixos2,5%
- 102ºNova Zelândia2,5%
- 102ºMacedônia do Norte2,5%
- 102ºNoruega2,5%
- 102ºPolônia2,5%
- 102ºPortugal2,5%
- 102ºRomênia2,5%
- 102ºRússia2,5%
- 102ºArábia Saudita2,5%
- 102ºSérvia2,5%
- 102ºSeicheles2,5%
- 102ºEslovênia2,5%
- 102ºEspanha2,5%
- 102ºSuécia2,5%
- 102ºSuíça2,5%
- 102ºTurquia2,5%
- 102ºEmirados Árabes Unidos2,5%
- 102ºReino Unido2,5%
- 102ºEstados Unidos2,5%
- 102ºUruguai2,5%
- 102ºUzbequistão2,5%
- 102ºBrasil2,5%
Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). Onde a FAO publica "menos de 2,5%" (64 países, entre eles o Brasil), o mapa mostra 2,5%. Países sem estimativa ficam sem cor. É um valor estimado por país, não uma pesquisa com as famílias.
Subalimentação: os 8 maiores, a média mundial e o Brasil 2023 a 2025
Percentual da população em subalimentação (média de três anos); os 8 maiores entre 165 países e territórios, a média mundial e o Brasil.
Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). Para o Brasil, a FAO publica apenas "menos de 2,5%"; a barra mostra 2,5%, que é o limite, não o valor exato.
Insegurança alimentar grave nos domicílios 2024
Percentual dos domicílios particulares em situação de insegurança alimentar grave (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, três meses anteriores à entrevista).
- 1ºAP9,3%
- 2ºAM7,2%
- 3ºPA7,0%
- 4ºRR6,7%
- 5ºAC5,9%
- 6ºBA5,4%
- 7ºMA5,2%
- 8ºAL5,0%
- 9ºPE4,9%
- 10ºCE4,5%
- 11ºTO4,3%
- 12ºDF4,2%
- 13ºPI4,0%
- 13ºSE4,0%
- 15ºRN3,9%
- 15ºPB3,9%
- 17ºMT2,8%
- 18ºRJ2,5%
- 19ºSP2,4%
- 19ºMS2,4%
- 19ºGO2,4%
- 22ºMG2,2%
- 23ºRO1,9%
- 23ºPR1,9%
- 25ºRS1,8%
- 26ºES1,5%
- 27ºSC1,4%
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, Suplemento de Segurança Alimentar 2024. Estimativa de pesquisa por amostra, com margem de erro maior nos estados menores; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.
Subalimentação desde 2001: mundo e regiões 2001 a 2024
Prevalência de subalimentação, média de três anos, plotada no ano central (por exemplo, 2024 é a média de 2023 a 2025); Mundo, África, Ásia e América Latina e Caribe (Am. Latina e Caribe na legenda).
Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). As regiões seguem as definições da FAO. Cada ponto é uma média de três anos, o que suaviza variações de um ano para o outro.
Infográfico: Doug Netz / ALLFIN. Dados consultados em 16/10/2026, com fonte e período em cada aba.
Fome no mundo e no Brasil: a pergunta que esta análise responde
16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação, data da FAO, a agência da ONU para a alimentação. Onde a fome no mundo é maior, e como o Brasil aparece, país a país e estado a estado? A análise junta dois recortes que respondem a perguntas diferentes e não devem ser somados nem comparados diretamente: a subalimentação, medida pela FAO por país, e a insegurança alimentar grave, medida pelo IBGE por estado.
Resposta direta: na média de 2023 a 2025, 8,1% da população mundial estava em subalimentação, segundo a FAO, e a parcela vai de menos de 2,5% em 64 países (entre eles o Brasil) a 56,5% na Somália. No Brasil, o IBGE encontrou insegurança alimentar grave em 3,2% dos domicílios em 2024, de 1,4% em Santa Catarina a 9,3% no Amapá.
Metodologia e fontes
Países: os números vêm da FAO, no relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2026, edição mais recente, com a série de dados da base FAOSTAT, consultada em 16 de outubro de 2026. O indicador é a prevalência de subalimentação: o percentual da população cujo consumo habitual de alimentos não fornece a energia necessária para uma vida ativa e saudável. É uma estimativa por país, feita a partir de balanços alimentares e da distribuição do consumo, apresentada como média de três anos (aqui, 2023 a 2025). A FAO só publica “menos de 2,5%” quando o valor fica abaixo desse limite.
Estados: os números vêm do Suplemento de Segurança Alimentar da PNAD Contínua do IBGE, edição de 2024 (tabela 9552 do SIDRA). O IBGE usa a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, que pergunta às famílias se faltou comida nos três meses anteriores à entrevista. Insegurança alimentar grave é a situação em que há privação de alimentos, inclusive entre crianças, e, em geral, fome.
Os dados, em dois recortes
Esta seção traz só os números. A leitura vem depois, separada.
Subalimentação, país a país (FAO)
Entre 165 países e territórios com estimativa, as maiores parcelas da população em subalimentação em 2023-25 são as de Somália (56,5%), Haiti (51,4%), Madagascar (41,8%), Zâmbia (41,0%), Síria (40,8%), Congo – Kinshasa (39,5%), Libéria (37,3%) e Quênia (34,9%). A média mundial é de 8,1%; 60 países ficam acima dela, 24 têm 20% ou mais e 10 têm 30% ou mais. Em 64 países a FAO publica apenas “menos de 2,5%”, entre eles o Brasil.
Por região, a subalimentação foi de 20,1% na África, 6,5% na Ásia e 5,1% na América Latina e no Caribe. Desde o triênio 2000-2002, a média mundial foi de 13,0% para 8,1%; por região: África (de 21,5% para 20,1%), Ásia (de 14,7% para 6,5%) e América Latina e Caribe (de 10,3% para 5,1%). A FAO estima ainda que 645 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2025.
Insegurança alimentar grave, estado a estado (IBGE)
Em 2024, 3,2% dos domicílios brasileiros estavam em insegurança alimentar grave, contra 4,1% em 2023. Isso corresponde a 3,1% dos moradores, ou cerca de 6,5 milhões de pessoas. Somando os três níveis (leve, moderada e grave), a insegurança alimentar atingiu 24,2% dos domicílios.
Os maiores percentuais de insegurança alimentar grave foram os de Amapá (9,3%), Amazonas (7,2%) e Pará (7,0%); os menores, os de Santa Catarina (1,4%), Espírito Santo (1,5%) e Rio Grande do Sul (1,8%). 16 das 27 unidades da federação ficaram acima da média nacional. Por região: Norte (6,3%), Nordeste (4,8%), Centro-Oeste (2,8%), Sudeste (2,3%) e Sul (1,7%). Entre 2023 e 2024 o percentual subiu em Acre, Amapá, Tocantins e Distrito Federal e caiu ou ficou igual nas demais unidades.
Leitura dos dados
A partir daqui, leitura dos números acima, sem opinião.
Os dois recortes medem coisas diferentes. A FAO estima quanta gente, em cada país, consome habitualmente menos energia do que precisa. O IBGE conta os domicílios em que as famílias relatam privação de comida no período recente. Por isso, o “menos de 2,5%” do Brasil na FAO e os 3,2% de domicílios em insegurança alimentar grave no IBGE não se contradizem nem se comparam: são métodos, unidades e períodos distintos.
Na escala mundial, a série da FAO mostra a média global em 8,1% em 2023-25, com a África acima das demais regiões. No Brasil, a diferença entre os extremos estaduais é grande, e o Norte tem o maior percentual regional. O mapa não indica causa. Este texto não é recomendação de investimento nem de voto.
Limitações
- Subalimentação (FAO) e insegurança alimentar grave (IBGE) são medidas diferentes e não devem ser somadas nem comparadas diretamente. A FAO estima, por país, a parcela da população cujo consumo habitual de alimentos não cobre a energia de que precisa, a partir de balanços alimentares e da distribuição do consumo. O IBGE pergunta às famílias, pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, sobre a falta de comida nos três meses anteriores à entrevista.
- Os dados por país são a média de três anos (2023 a 2025) da prevalência de subalimentação, publicada com o relatório SOFI 2026; 64 dos 165 países e territórios têm só a indicação “menos de 2,5%”, e para outros a FAO não publica estimativa.
- Os dados por estado são do Suplemento de Segurança Alimentar da PNAD Contínua de 2024, o mais recente do IBGE; o dado de 645 milhões de pessoas com fome em 2025 é a estimativa mundial da FAO e não tem equivalente por estado.
- A pesquisa do IBGE é por amostra de domicílios, tem margem de erro e, segundo o instituto, não permite contar todas as pessoas que passam fome no país; os resultados de 2023 e 2024 são comparáveis entre si, mas não com as pesquisas anteriores a 2023.
- O mapa e os rankings não indicam causa: o texto descreve os números e não explica por que cada lugar tem mais ou menos fome.
- Parcela da população em subalimentação: Onde a FAO publica “menos de 2,5%” (64 países, entre eles o Brasil), o mapa mostra 2,5%. Países sem estimativa ficam sem cor. É um valor estimado por país, não uma pesquisa com as famílias.
- Subalimentação: os 8 maiores, a média mundial e o Brasil: Para o Brasil, a FAO publica apenas “menos de 2,5%”; a barra mostra 2,5%, que é o limite, não o valor exato.
- Insegurança alimentar grave nos domicílios: Estimativa de pesquisa por amostra, com margem de erro maior nos estados menores; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.
- Subalimentação desde 2001: mundo e regiões: As regiões seguem as definições da FAO. Cada ponto é uma média de três anos, o que suaviza variações de um ano para o outro.
Para ler a seguir
Veja também o custo da cesta básica nas capitais e o peso no salário e a inflação de setembro por região.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas passam fome no mundo?
A FAO estima 645 milhões de pessoas em 2025. Na média de 2023 a 2025, 8,1% da população mundial estava em subalimentação.
Em quais países a fome é maior?
Na média de 2023 a 2025, as maiores parcelas da população em subalimentação são as de Somália (56,5%), Haiti (51,4%) e Madagascar (41,8%).
O Brasil tem fome?
Depende da medida. Pela FAO, a subalimentação no Brasil está abaixo de 2,5% da população. Pelo IBGE, 3,2% dos domicílios estavam em insegurança alimentar grave em 2024. São medidas distintas e não se comparam.
Em que estado a insegurança alimentar grave é maior?
Em 2024, o maior percentual de domicílios em insegurança alimentar grave foi o do Amapá (9,3%) e o menor, o de Santa Catarina (1,4%).
Qual a diferença entre subalimentação e insegurança alimentar?
Subalimentação é uma estimativa da FAO, por país, do consumo de energia abaixo do necessário. Insegurança alimentar é medida pelo IBGE com perguntas às famílias sobre a falta de comida, em níveis leve, moderado e grave.



