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Fome no mundo e no Brasil: país a país e estado a estado

Fome no mundo e no Brasil: por país e por estado

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Parcela da população em subalimentação 2023 a 2025

Prevalência de subalimentação: percentual da população cujo consumo habitual de alimentos não fornece a energia necessária para uma vida ativa e saudável; média de três anos.

56,5%Maior parcela em subalimentação: Somália
2,5%Menor parcela (2,5% ou menos): Brasil
8,1%Média mundial
Fiji · 7,2% · 64º de 165Tanzânia · 19,1% · 27º de 165W. Sahara · sem dadoCanadá · 2,5% · 102º de 165Estados Unidos · 2,5% · 102º de 165Cazaquistão · 2,5% · 102º de 165Uzbequistão · 2,5% · 102º de 165Papua-Nova Guiné · 30,5% · 10º de 165Indonésia · 6,3% · 69º de 165Argentina · 2,8% · 99º de 165Chile · 2,5% · 102º de 165Congo – Kinshasa · 39,5% · 6º de 165Somália · 56,5% · 1º de 165Quênia · 34,9% · 8º de 165Sudão · sem dadoChade · 33,6% · 9º de 165Haiti · 51,4% · 2º de 165República Dominicana · 2,5% · 102º de 165Rússia · 2,5% · 102º de 165Bahamas · sem dadoFalkland Is. · sem dadoNoruega · 2,5% · 102º de 165Greenland · sem dadoFr. S. Antarctic Lands · sem dadoTimor-Leste · 16,9% · 34º de 165África do Sul · 11,2% · 48º de 165Lesoto · sem dadoMéxico · 3,1% · 97º de 165Uruguai · 2,5% · 102º de 165Brasil · 2,5% · 102º de 165Bolívia · 19,5% · 26º de 165Peru · 5,7% · 72º de 165Colômbia · 4,1% · 88º de 165Panamá · 4,7% · 84º de 165Costa Rica · 2,5% · 102º de 165Nicarágua · sem dadoHonduras · 14,3% · 39º de 165El Salvador · 5,3% · 75º de 165Guatemala · 12,7% · 42º de 165Belize · 4,4% · 87º de 165Venezuela · 5,3% · 75º de 165Guiana · 2,5% · 102º de 165Suriname · 12,7% · 42º de 165França · 2,5% · 102º de 165Equador · 10,8% · 52º de 165Porto Rico · sem dadoJamaica · 8,0% · 62º de 165Cuba · 3,5% · 94º de 165Zimbábue · 18,4% · 30º de 165Botsuana · 18,2% · 31º de 165Namíbia · 20,1% · 23º de 165Senegal · 5,3% · 75º de 165Mali · 12,1% · 45º de 165Mauritânia · 11,0% · 51º de 165Benin · 11,1% · 49º de 165Níger · 12,9% · 41º de 165Nigéria · 22,2% · 21º de 165Camarões · 4,9% · 80º de 165Togo · 10,2% · 55º de 165Gana · 6,4% · 68º de 165Costa do Marfim · 11,4% · 47º de 165Guiné · 8,7% · 58º de 165Guiné-Bissau · 20,0% · 24º de 165Libéria · 37,3% · 7º de 165Serra Leoa · 25,3% · 14º de 165Burquina Faso · 11,7% · 46º de 165República Centro-Africana · 29,8% · 11º de 165República do Congo · 25,0% · 15º de 165Gabão · 23,3% · 17º de 165Guiné Equatorial · sem dadoZâmbia · 41,0% · 4º de 165Malaui · 24,5% · 16º de 165Moçambique · 22,3% · 20º de 165Essuatíni · 15,1% · 37º de 165Angola · 17,4% · 33º de 165Burundi · sem dadoIsrael · 2,5% · 102º de 165Líbano · 11,1% · 49º de 165Madagascar · 41,8% · 3º de 165Palestine · sem dadoGâmbia · 17,5% · 32º de 165Tunísia · 2,8% · 99º de 165Argélia · 2,5% · 102º de 165Jordânia · 12,2% · 44º de 165Emirados Árabes Unidos · 2,5% · 102º de 165Catar · sem dadoKuwait · 2,5% · 102º de 165Iraque · 13,4% · 40º de 165Omã · 7,1% · 65º de 165Vanuatu · 5,8% · 71º de 165Camboja · 4,7% · 84º de 165Tailândia · 5,4% · 74º de 165Laos · 10,0% · 56º de 165Mianmar (Birmânia) · 4,6% · 86º de 165Vietnã · 6,1% · 70º de 165North Korea · sem dadoCoreia do Sul · 2,5% · 102º de 165Mongólia · 2,5% · 102º de 165Índia · 9,8% · 57º de 165Bangladesh · 8,2% · 60º de 165Butão · sem dadoNepal · 5,2% · 78º de 165Paquistão · 16,1% · 36º de 165Afeganistão · 27,8% · 12º de 165Tadjiquistão · 8,0% · 62º de 165Quirguistão · 4,8% · 83º de 165Turcomenistão · 4,1% · 88º de 165Irã · 6,7% · 66º de 165Síria · 40,8% · 5º de 165Armênia · 2,5% · 102º de 165Suécia · 2,5% · 102º de 165Bielorrússia · 2,5% · 102º de 165Ucrânia · 10,8% · 52º de 165Polônia · 2,5% · 102º de 165Áustria · 2,5% · 102º de 165Hungria · 2,5% · 102º de 165Moldávia · 2,5% · 102º de 165Romênia · 2,5% · 102º de 165Lituânia · 2,5% · 102º de 165Letônia · 2,5% · 102º de 165Estônia · 2,5% · 102º de 165Alemanha · 2,5% · 102º de 165Bulgária · 2,5% · 102º de 165Grécia · 2,5% · 102º de 165Turquia · 2,5% · 102º de 165Albânia · 5,6% · 73º de 165Croácia · 2,5% · 102º de 165Suíça · 2,5% · 102º de 165Luxemburgo · 2,5% · 102º de 165Bélgica · 2,5% · 102º de 165Países Baixos · 2,5% · 102º de 165Portugal · 2,5% · 102º de 165Espanha · 2,5% · 102º de 165Irlanda · 2,5% · 102º de 165Nova Caledônia · 4,1% · 88º de 165Ilhas Salomão · 27,0% · 13º de 165Nova Zelândia · 2,5% · 102º de 165Austrália · 2,5% · 102º de 165Sri Lanka · 4,9% · 80º de 165China · 2,5% · 102º de 165Taiwan · sem dadoItália · 2,5% · 102º de 165Dinamarca · 2,5% · 102º de 165Reino Unido · 2,5% · 102º de 165Islândia · 2,5% · 102º de 165Azerbaijão · 2,5% · 102º de 165Geórgia · 2,5% · 102º de 165Filipinas · 3,4% · 95º de 165Malásia · 2,5% · 102º de 165Brunei · sem dadoEslovênia · 2,5% · 102º de 165Finlândia · 2,5% · 102º de 165Eslováquia · sem dadoTchéquia · 2,5% · 102º de 165Eritrea · sem dadoJapão · 2,5% · 102º de 165Paraguai · 4,1% · 88º de 165Iêmen · sem dadoArábia Saudita · 2,5% · 102º de 165Chipre · 2,5% · 102º de 165Marrocos · 6,5% · 67º de 165Egito · 8,4% · 59º de 165Líbia · 18,7% · 29º de 165Etiópia · 19,9% · 25º de 165Djibuti · 14,7% · 38º de 165Uganda · 20,9% · 22º de 165Ruanda · 22,6% · 19º de 165Bósnia e Herzegovina · 2,5% · 102º de 165Macedônia do Norte · 2,5% · 102º de 165Sérvia · 2,5% · 102º de 165Montenegro · 2,5% · 102º de 165Trinidad e Tobago · 10,4% · 54º de 165Sudão do Sul · 19,1% · 27º de 165
menormaior
  1. 1ºSomália56,5%
  2. 2ºHaiti51,4%
  3. 3ºMadagascar41,8%
  4. 4ºZâmbia41,0%
  5. 5ºSíria40,8%
  6. 6ºCongo – Kinshasa39,5%
  7. 7ºLibéria37,3%
  8. 8ºQuênia34,9%
  9. 9ºChade33,6%
  10. 10ºPapua-Nova Guiné30,5%
  11. 11ºRepública Centro-Africana29,8%
  12. 12ºAfeganistão27,8%
  13. 13ºIlhas Salomão27,0%
  14. 14ºSerra Leoa25,3%
  15. 15ºRepública do Congo25,0%
  16. 16ºMalaui24,5%
  17. 17ºGabão23,3%
  18. 18ºSão Tomé e Príncipe23,0%
  19. 19ºRuanda22,6%
  20. 20ºMoçambique22,3%
  21. 21ºNigéria22,2%
  22. 22ºUganda20,9%
  23. 23ºNamíbia20,1%
  24. 24ºGuiné-Bissau20,0%
  25. 25ºEtiópia19,9%
  26. 26ºBolívia19,5%
  27. 27ºSudão do Sul19,1%
  28. 27ºTanzânia19,1%
  29. 29ºLíbia18,7%
  30. 30ºZimbábue18,4%
  31. 31ºBotsuana18,2%
  32. 32ºGâmbia17,5%
  33. 33ºAngola17,4%
  34. 34ºTimor-Leste16,9%
  35. 35ºComores16,5%
  36. 36ºPaquistão16,1%
  37. 37ºEssuatíni15,1%
  38. 38ºDjibuti14,7%
  39. 39ºHonduras14,3%
  40. 40ºIraque13,4%
  41. 41ºNíger12,9%
  42. 42ºGuatemala12,7%
  43. 42ºSuriname12,7%
  44. 44ºJordânia12,2%
  45. 45ºMali12,1%
  46. 46ºBurquina Faso11,7%
  47. 47ºCosta do Marfim11,4%
  48. 48ºÁfrica do Sul11,2%
  49. 49ºBenin11,1%
  50. 49ºLíbano11,1%
  51. 51ºMauritânia11,0%
  52. 52ºEquador10,8%
  53. 52ºUcrânia10,8%
  54. 54ºTrinidad e Tobago10,4%
  55. 55ºTogo10,2%
  56. 56ºLaos10,0%
  57. 57ºÍndia9,8%
  58. 58ºGuiné8,7%
  59. 59ºEgito8,4%
  60. 60ºBangladesh8,2%
  61. 61ºCabo Verde8,1%
  62. 62ºJamaica8,0%
  63. 62ºTadjiquistão8,0%
  64. 64ºFiji7,2%
  65. 65ºOmã7,1%
  66. 66ºIrã6,7%
  67. 67ºMarrocos6,5%
  68. 68ºGana6,4%
  69. 69ºIndonésia6,3%
  70. 70ºVietnã6,1%
  71. 71ºVanuatu5,8%
  72. 72ºPeru5,7%
  73. 73ºAlbânia5,6%
  74. 74ºTailândia5,4%
  75. 75ºEl Salvador5,3%
  76. 75ºSenegal5,3%
  77. 75ºVenezuela5,3%
  78. 78ºNepal5,2%
  79. 79ºBarbados5,0%
  80. 80ºCamarões4,9%
  81. 80ºMaurício4,9%
  82. 80ºSri Lanka4,9%
  83. 83ºQuirguistão4,8%
  84. 84ºCamboja4,7%
  85. 84ºPanamá4,7%
  86. 86ºMianmar (Birmânia)4,6%
  87. 87ºBelize4,4%
  88. 88ºColômbia4,1%
  89. 88ºNova Caledônia4,1%
  90. 88ºParaguai4,1%
  91. 88ºTurcomenistão4,1%
  92. 92ºSão Vicente e Granadinas4,0%
  93. 93ºQuiribati3,8%
  94. 94ºCuba3,5%
  95. 95ºFilipinas3,4%
  96. 95ºSamoa3,4%
  97. 97ºMéxico3,1%
  98. 98ºDominica3,0%
  99. 99ºArgentina2,8%
  100. 99ºTunísia2,8%
  101. 101ºPolinésia Francesa2,6%
  102. 102ºArgélia2,5%
  103. 102ºArmênia2,5%
  104. 102ºAustrália2,5%
  105. 102ºÁustria2,5%
  106. 102ºAzerbaijão2,5%
  107. 102ºBielorrússia2,5%
  108. 102ºBélgica2,5%
  109. 102ºBósnia e Herzegovina2,5%
  110. 102ºBulgária2,5%
  111. 102ºCanadá2,5%
  112. 102ºChile2,5%
  113. 102ºChina2,5%
  114. 102ºCosta Rica2,5%
  115. 102ºCroácia2,5%
  116. 102ºChipre2,5%
  117. 102ºTchéquia2,5%
  118. 102ºDinamarca2,5%
  119. 102ºRepública Dominicana2,5%
  120. 102ºEstônia2,5%
  121. 102ºFinlândia2,5%
  122. 102ºFrança2,5%
  123. 102ºGeórgia2,5%
  124. 102ºAlemanha2,5%
  125. 102ºGrécia2,5%
  126. 102ºGuiana2,5%
  127. 102ºHungria2,5%
  128. 102ºIslândia2,5%
  129. 102ºIrlanda2,5%
  130. 102ºIsrael2,5%
  131. 102ºItália2,5%
  132. 102ºJapão2,5%
  133. 102ºCazaquistão2,5%
  134. 102ºCoreia do Sul2,5%
  135. 102ºKuwait2,5%
  136. 102ºLetônia2,5%
  137. 102ºLituânia2,5%
  138. 102ºLuxemburgo2,5%
  139. 102ºMalásia2,5%
  140. 102ºMalta2,5%
  141. 102ºMoldávia2,5%
  142. 102ºMongólia2,5%
  143. 102ºMontenegro2,5%
  144. 102ºPaíses Baixos2,5%
  145. 102ºNova Zelândia2,5%
  146. 102ºMacedônia do Norte2,5%
  147. 102ºNoruega2,5%
  148. 102ºPolônia2,5%
  149. 102ºPortugal2,5%
  150. 102ºRomênia2,5%
  151. 102ºRússia2,5%
  152. 102ºArábia Saudita2,5%
  153. 102ºSérvia2,5%
  154. 102ºSeicheles2,5%
  155. 102ºEslovênia2,5%
  156. 102ºEspanha2,5%
  157. 102ºSuécia2,5%
  158. 102ºSuíça2,5%
  159. 102ºTurquia2,5%
  160. 102ºEmirados Árabes Unidos2,5%
  161. 102ºReino Unido2,5%
  162. 102ºEstados Unidos2,5%
  163. 102ºUruguai2,5%
  164. 102ºUzbequistão2,5%
  165. 102ºBrasil2,5%

Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). Onde a FAO publica "menos de 2,5%" (64 países, entre eles o Brasil), o mapa mostra 2,5%. Países sem estimativa ficam sem cor. É um valor estimado por país, não uma pesquisa com as famílias.

Subalimentação: os 8 maiores, a média mundial e o Brasil 2023 a 2025

Percentual da população em subalimentação (média de três anos); os 8 maiores entre 165 países e territórios, a média mundial e o Brasil.

56,5%Maior: Somália
2,5%Menor: Brasil (menos de 2,5%)
Somália56,5%Haiti51,4%Madagascar41,8%Zâmbia41,0%Síria40,8%Congo – Kinshasa39,5%Libéria37,3%Quênia34,9%Média mundial8,1%Brasil (menos de 2,5%)2,5%

Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). Para o Brasil, a FAO publica apenas "menos de 2,5%"; a barra mostra 2,5%, que é o limite, não o valor exato.

Insegurança alimentar grave nos domicílios 2024

Percentual dos domicílios particulares em situação de insegurança alimentar grave (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, três meses anteriores à entrevista).

9,3%Maior percentual de domicílios: Amapá
1,4%Menor percentual de domicílios: Santa Catarina
3,2%Brasil
AC · 5,9% · 5º de 27AL · 5,0% · 8º de 27AP · 9,3% · 1º de 27AM · 7,2% · 2º de 27BA · 5,4% · 6º de 27CE · 4,5% · 10º de 27DF · 4,2% · 12º de 27ES · 1,5% · 26º de 27GO · 2,4% · 19º de 27MA · 5,2% · 7º de 27MT · 2,8% · 17º de 27MS · 2,4% · 19º de 27MG · 2,2% · 22º de 27PA · 7,0% · 3º de 27PB · 3,9% · 15º de 27PR · 1,9% · 23º de 27PE · 4,9% · 9º de 27PI · 4,0% · 13º de 27RJ · 2,5% · 18º de 27RN · 3,9% · 15º de 27RS · 1,8% · 25º de 27RO · 1,9% · 23º de 27RR · 6,7% · 4º de 27SC · 1,4% · 27º de 27SP · 2,4% · 19º de 27SE · 4,0% · 13º de 27TO · 4,3% · 11º de 27
menormaior
  1. 1ºAP9,3%
  2. 2ºAM7,2%
  3. 3ºPA7,0%
  4. 4ºRR6,7%
  5. 5ºAC5,9%
  6. 6ºBA5,4%
  7. 7ºMA5,2%
  8. 8ºAL5,0%
  9. 9ºPE4,9%
  10. 10ºCE4,5%
  11. 11ºTO4,3%
  12. 12ºDF4,2%
  13. 13ºPI4,0%
  14. 13ºSE4,0%
  15. 15ºRN3,9%
  16. 15ºPB3,9%
  17. 17ºMT2,8%
  18. 18ºRJ2,5%
  19. 19ºSP2,4%
  20. 19ºMS2,4%
  21. 19ºGO2,4%
  22. 22ºMG2,2%
  23. 23ºRO1,9%
  24. 23ºPR1,9%
  25. 25ºRS1,8%
  26. 26ºES1,5%
  27. 27ºSC1,4%

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, Suplemento de Segurança Alimentar 2024. Estimativa de pesquisa por amostra, com margem de erro maior nos estados menores; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.

Subalimentação desde 2001: mundo e regiões 2001 a 2024

Prevalência de subalimentação, média de três anos, plotada no ano central (por exemplo, 2024 é a média de 2023 a 2025); Mundo, África, Ásia e América Latina e Caribe (Am. Latina e Caribe na legenda).

8,1%Mundo, 2024
13,0%Mundo, 2001
0,05,811,617,423,220012004200720102013201620192022Mundo · 2001: 13,0%Mundo · 2002: 13,0%Mundo · 2003: 12,9%Mundo · 2004: 12,6%Mundo · 2005: 11,9%Mundo · 2006: 11,0%Mundo · 2007: 10,1%Mundo · 2008: 9,4%Mundo · 2009: 9,0%Mundo · 2010: 8,7%Mundo · 2011: 8,4%Mundo · 2012: 8,0%Mundo · 2013: 7,7%Mundo · 2014: 7,7%Mundo · 2015: 7,7%Mundo · 2016: 7,6%Mundo · 2017: 7,4%Mundo · 2018: 7,3%Mundo · 2019: 7,8%Mundo · 2020: 8,2%Mundo · 2021: 8,5%Mundo · 2022: 8,6%Mundo · 2023: 8,4%Mundo · 2024: 8,1%África · 2001: 21,5%África · 2002: 21,0%África · 2003: 20,6%África · 2004: 19,9%África · 2005: 19,0%África · 2006: 18,1%África · 2007: 17,3%África · 2008: 16,7%África · 2009: 16,2%África · 2010: 15,9%África · 2011: 15,9%África · 2012: 15,8%África · 2013: 15,7%África · 2014: 15,8%África · 2015: 16,2%África · 2016: 16,6%África · 2017: 16,9%África · 2018: 17,1%África · 2019: 17,6%África · 2020: 18,2%África · 2021: 18,7%África · 2022: 19,3%África · 2023: 19,8%África · 2024: 20,1%Ásia · 2001: 14,7%Ásia · 2002: 14,9%Ásia · 2003: 14,9%Ásia · 2004: 14,5%Ásia · 2005: 13,7%Ásia · 2006: 12,5%Ásia · 2007: 11,2%Ásia · 2008: 10,3%Ásia · 2009: 9,8%Ásia · 2010: 9,2%Ásia · 2011: 8,8%Ásia · 2012: 8,2%Ásia · 2013: 7,8%Ásia · 2014: 7,6%Ásia · 2015: 7,4%Ásia · 2016: 7,1%Ásia · 2017: 6,6%Ásia · 2018: 6,5%Ásia · 2019: 6,9%Ásia · 2020: 7,4%Ásia · 2021: 7,8%Ásia · 2022: 7,6%Ásia · 2023: 7,1%Ásia · 2024: 6,5%Am. Latina e Caribe · 2001: 10,3%Am. Latina e Caribe · 2002: 10,0%Am. Latina e Caribe · 2003: 9,8%Am. Latina e Caribe · 2004: 9,1%Am. Latina e Caribe · 2005: 8,5%Am. Latina e Caribe · 2006: 7,8%Am. Latina e Caribe · 2007: 7,2%Am. Latina e Caribe · 2008: 6,8%Am. Latina e Caribe · 2009: 6,4%Am. Latina e Caribe · 2010: 6,0%Am. Latina e Caribe · 2011: 5,7%Am. Latina e Caribe · 2012: 5,5%Am. Latina e Caribe · 2013: 5,2%Am. Latina e Caribe · 2014: 5,1%Am. Latina e Caribe · 2015: 5,3%Am. Latina e Caribe · 2016: 5,5%Am. Latina e Caribe · 2017: 5,7%Am. Latina e Caribe · 2018: 5,6%Am. Latina e Caribe · 2019: 5,8%Am. Latina e Caribe · 2020: 5,8%Am. Latina e Caribe · 2021: 5,9%Am. Latina e Caribe · 2022: 5,7%Am. Latina e Caribe · 2023: 5,4%Am. Latina e Caribe · 2024: 5,1%MundoÁfricaÁsiaAm. Latina e Caribe

Fonte: FAO, SOFI 2026 (prevalência de subalimentação, média de 2023 a 2025). As regiões seguem as definições da FAO. Cada ponto é uma média de três anos, o que suaviza variações de um ano para o outro.

Infográfico: Doug Netz / ALLFIN. Dados consultados em 16/10/2026, com fonte e período em cada aba.

Fome no mundo e no Brasil: a pergunta que esta análise responde

16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação, data da FAO, a agência da ONU para a alimentação. Onde a fome no mundo é maior, e como o Brasil aparece, país a país e estado a estado? A análise junta dois recortes que respondem a perguntas diferentes e não devem ser somados nem comparados diretamente: a subalimentação, medida pela FAO por país, e a insegurança alimentar grave, medida pelo IBGE por estado.

Resposta direta: na média de 2023 a 2025, 8,1% da população mundial estava em subalimentação, segundo a FAO, e a parcela vai de menos de 2,5% em 64 países (entre eles o Brasil) a 56,5% na Somália. No Brasil, o IBGE encontrou insegurança alimentar grave em 3,2% dos domicílios em 2024, de 1,4% em Santa Catarina a 9,3% no Amapá.

Metodologia e fontes

Países: os números vêm da FAO, no relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2026, edição mais recente, com a série de dados da base FAOSTAT, consultada em 16 de outubro de 2026. O indicador é a prevalência de subalimentação: o percentual da população cujo consumo habitual de alimentos não fornece a energia necessária para uma vida ativa e saudável. É uma estimativa por país, feita a partir de balanços alimentares e da distribuição do consumo, apresentada como média de três anos (aqui, 2023 a 2025). A FAO só publica “menos de 2,5%” quando o valor fica abaixo desse limite.

Estados: os números vêm do Suplemento de Segurança Alimentar da PNAD Contínua do IBGE, edição de 2024 (tabela 9552 do SIDRA). O IBGE usa a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, que pergunta às famílias se faltou comida nos três meses anteriores à entrevista. Insegurança alimentar grave é a situação em que há privação de alimentos, inclusive entre crianças, e, em geral, fome.

Os dados, em dois recortes

Esta seção traz só os números. A leitura vem depois, separada.

Subalimentação, país a país (FAO)

Entre 165 países e territórios com estimativa, as maiores parcelas da população em subalimentação em 2023-25 são as de Somália (56,5%), Haiti (51,4%), Madagascar (41,8%), Zâmbia (41,0%), Síria (40,8%), Congo – Kinshasa (39,5%), Libéria (37,3%) e Quênia (34,9%). A média mundial é de 8,1%; 60 países ficam acima dela, 24 têm 20% ou mais e 10 têm 30% ou mais. Em 64 países a FAO publica apenas “menos de 2,5%”, entre eles o Brasil.

Por região, a subalimentação foi de 20,1% na África, 6,5% na Ásia e 5,1% na América Latina e no Caribe. Desde o triênio 2000-2002, a média mundial foi de 13,0% para 8,1%; por região: África (de 21,5% para 20,1%), Ásia (de 14,7% para 6,5%) e América Latina e Caribe (de 10,3% para 5,1%). A FAO estima ainda que 645 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2025.

Insegurança alimentar grave, estado a estado (IBGE)

Em 2024, 3,2% dos domicílios brasileiros estavam em insegurança alimentar grave, contra 4,1% em 2023. Isso corresponde a 3,1% dos moradores, ou cerca de 6,5 milhões de pessoas. Somando os três níveis (leve, moderada e grave), a insegurança alimentar atingiu 24,2% dos domicílios.

Os maiores percentuais de insegurança alimentar grave foram os de Amapá (9,3%), Amazonas (7,2%) e Pará (7,0%); os menores, os de Santa Catarina (1,4%), Espírito Santo (1,5%) e Rio Grande do Sul (1,8%). 16 das 27 unidades da federação ficaram acima da média nacional. Por região: Norte (6,3%), Nordeste (4,8%), Centro-Oeste (2,8%), Sudeste (2,3%) e Sul (1,7%). Entre 2023 e 2024 o percentual subiu em Acre, Amapá, Tocantins e Distrito Federal e caiu ou ficou igual nas demais unidades.

Leitura dos dados

A partir daqui, leitura dos números acima, sem opinião.

Os dois recortes medem coisas diferentes. A FAO estima quanta gente, em cada país, consome habitualmente menos energia do que precisa. O IBGE conta os domicílios em que as famílias relatam privação de comida no período recente. Por isso, o “menos de 2,5%” do Brasil na FAO e os 3,2% de domicílios em insegurança alimentar grave no IBGE não se contradizem nem se comparam: são métodos, unidades e períodos distintos.

Na escala mundial, a série da FAO mostra a média global em 8,1% em 2023-25, com a África acima das demais regiões. No Brasil, a diferença entre os extremos estaduais é grande, e o Norte tem o maior percentual regional. O mapa não indica causa. Este texto não é recomendação de investimento nem de voto.

Limitações

  • Subalimentação (FAO) e insegurança alimentar grave (IBGE) são medidas diferentes e não devem ser somadas nem comparadas diretamente. A FAO estima, por país, a parcela da população cujo consumo habitual de alimentos não cobre a energia de que precisa, a partir de balanços alimentares e da distribuição do consumo. O IBGE pergunta às famílias, pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, sobre a falta de comida nos três meses anteriores à entrevista.
  • Os dados por país são a média de três anos (2023 a 2025) da prevalência de subalimentação, publicada com o relatório SOFI 2026; 64 dos 165 países e territórios têm só a indicação “menos de 2,5%”, e para outros a FAO não publica estimativa.
  • Os dados por estado são do Suplemento de Segurança Alimentar da PNAD Contínua de 2024, o mais recente do IBGE; o dado de 645 milhões de pessoas com fome em 2025 é a estimativa mundial da FAO e não tem equivalente por estado.
  • A pesquisa do IBGE é por amostra de domicílios, tem margem de erro e, segundo o instituto, não permite contar todas as pessoas que passam fome no país; os resultados de 2023 e 2024 são comparáveis entre si, mas não com as pesquisas anteriores a 2023.
  • O mapa e os rankings não indicam causa: o texto descreve os números e não explica por que cada lugar tem mais ou menos fome.
  • Parcela da população em subalimentação: Onde a FAO publica “menos de 2,5%” (64 países, entre eles o Brasil), o mapa mostra 2,5%. Países sem estimativa ficam sem cor. É um valor estimado por país, não uma pesquisa com as famílias.
  • Subalimentação: os 8 maiores, a média mundial e o Brasil: Para o Brasil, a FAO publica apenas “menos de 2,5%”; a barra mostra 2,5%, que é o limite, não o valor exato.
  • Insegurança alimentar grave nos domicílios: Estimativa de pesquisa por amostra, com margem de erro maior nos estados menores; diferenças pequenas entre estados não indicam, por si, diferença real.
  • Subalimentação desde 2001: mundo e regiões: As regiões seguem as definições da FAO. Cada ponto é uma média de três anos, o que suaviza variações de um ano para o outro.

Para ler a seguir

Veja também o custo da cesta básica nas capitais e o peso no salário e a inflação de setembro por região.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas passam fome no mundo?

A FAO estima 645 milhões de pessoas em 2025. Na média de 2023 a 2025, 8,1% da população mundial estava em subalimentação.

Em quais países a fome é maior?

Na média de 2023 a 2025, as maiores parcelas da população em subalimentação são as de Somália (56,5%), Haiti (51,4%) e Madagascar (41,8%).

O Brasil tem fome?

Depende da medida. Pela FAO, a subalimentação no Brasil está abaixo de 2,5% da população. Pelo IBGE, 3,2% dos domicílios estavam em insegurança alimentar grave em 2024. São medidas distintas e não se comparam.

Em que estado a insegurança alimentar grave é maior?

Em 2024, o maior percentual de domicílios em insegurança alimentar grave foi o do Amapá (9,3%) e o menor, o de Santa Catarina (1,4%).

Qual a diferença entre subalimentação e insegurança alimentar?

Subalimentação é uma estimativa da FAO, por país, do consumo de energia abaixo do necessário. Insegurança alimentar é medida pelo IBGE com perguntas às famílias sobre a falta de comida, em níveis leve, moderado e grave.

Infográfico com o mapa-múndi da subalimentação por país, o ranking dos países, a insegurança alimentar grave por estado brasileiro e a série da subalimentação no mundo e nas regiões desde 2001

Doug Netz
Doug Netzhttps://allfin.com.br/sobre/
Doug Netz é a persona editorial do ALLFIN para análise de dados: números oficiais do Brasil e do mundo, explicados de forma simples.
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