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Encontrar meu domínio →6 mapas para entender o Brasil antes do 2º turno
Escolha o mapa. Passe o mouse (ou toque) nos estados e nas linhas do ranking. Nos indicadores, laranja = pior posição relativa entre os 27 estados e verde = melhor.
Desenvolvimento humano 2024
IDHM por unidade da federação (0 a 1): renda, escolaridade e longevidade. Quanto maior, melhor.
- 1ºDF0,866
- 2ºSP0,838
- 3ºSC0,833
- 4ºPR0,822
- 5ºRJ0,819
- 6ºRS0,818
- 7ºGO0,815
- 8ºMT0,812
- 9ºMG0,809
- 10ºES0,804
- 11ºMS0,797
- 11ºTO0,797
- 13ºRO0,786
- 14ºRR0,780
- 15ºRN0,778
- 16ºCE0,773
- 17ºAM0,767
- 17ºPE0,767
- 19ºPI0,764
- 20ºSE0,761
- 21ºPB0,760
- 22ºAP0,759
- 22ºBA0,759
- 24ºPA0,758
- 25ºAC0,754
- 26ºAL0,746
- 27ºMA0,745
Fonte: PNUD, FJP e IBGE, Radar IDHM; lista por UF publicada pela imprensa (fonte secundária). O valor do Amapá (0,759) foi lido de uma lista em que aparece empatado com a Bahia, sem conferência na publicação original.
Segurança 2025
Mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes (homicídio doloso, latrocínio, lesão seguida de morte e intervenção policial). Quanto menor, melhor.
- 1ºSC7,6
- 2ºSP7,8
- 3ºDF9,6
- 4ºRS11,3
- 5ºMG12,9
- 6ºPR15,5
- 7ºGO16,5
- 8ºPI17,1
- 9ºAM18,5
- 10ºTO19,3
- 11ºRR19,5
- 12ºMS20,2
- 13ºAC21,6
- 14ºES22,0
- 15ºSE22,1
- 16ºRJ22,6
- 17ºMT22,9
- 18ºPB24,6
- 19ºRO28,1
- 20ºPA28,4
- 21ºRN29,1
- 22ºMA29,7
- 23ºPE33,0
- 24ºAL33,1
- 25ºCE34,7
- 26ºBA36,8
- 27ºAP42,5
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 20º Anuário; tabela publicada por Bem Paraná/Folhapress e Poder360 (fonte secundária). Roraima aparece como 19,5 na tabela usada e como 19,4 em outra reportagem sobre o mesmo anuário.
Desigualdade de renda 2025
Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita (0 a 1). Quanto menor, melhor.
- 1ºSC0,425
- 2ºMT0,439
- 3ºMS0,457
- 4ºRO0,458
- 5ºBA0,466
- 6ºRS0,468
- 7ºPR0,470
- 8ºTO0,472
- 9ºMG0,473
- 10ºGO0,479
- 11ºES0,480
- 12ºAM0,488
- 13ºMA0,491
- 13ºSP0,491
- 15ºPA0,492
- 16ºAP0,496
- 17ºCE0,506
- 17ºRR0,506
- 19ºPB0,507
- 20ºPI0,508
- 21ºAC0,509
- 22ºAL0,512
- 23ºPE0,520
- 24ºSE0,532
- 25ºRN0,540
- 26ºRJ0,543
- 27ºDF0,570
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, Sidra tabela 7435.
Educação 2025
Ideb do ensino médio, redes pública e privada (0 a 10). Quanto maior, melhor.
- 1ºPR5,1
- 2ºPI5,0
- 3ºES4,9
- 3ºRS4,9
- 5ºGO4,8
- 6ºPE4,7
- 6ºSP4,7
- 8ºMG4,6
- 8ºPA4,6
- 10ºCE4,5
- 10ºSC4,5
- 12ºMS4,4
- 12ºMT4,4
- 12ºPB4,4
- 15ºAL4,3
- 15ºSE4,3
- 15ºTO4,3
- 18ºAC4,2
- 18ºRJ4,2
- 18ºRN4,2
- 18ºRO4,2
- 22ºDF4,1
- 23ºAP4,0
- 23ºBA4,0
- 25ºMA3,9
- 26ºAM3,8
- 26ºRR3,8
Fonte: Inep/MEC; notas por estado publicadas por PEBSP e CNN Brasil (fonte secundária). Anos iniciais e finais do fundamental têm rankings diferentes.
Desemprego 2º trimestre 2026
Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais (%). Quanto menor, melhor.
- 1ºSC2,1%
- 2ºMT2,2%
- 3ºES2,3%
- 4ºRO2,6%
- 5ºMS2,7%
- 6ºPR3,1%
- 7ºMG3,8%
- 8ºGO4,0%
- 9ºTO4,1%
- 10ºRS4,2%
- 11ºRR5,0%
- 12ºPB5,4%
- 12ºSP5,4%
- 14ºRN5,6%
- 15ºMA6,0%
- 16ºPA6,2%
- 17ºDF6,5%
- 18ºAC6,6%
- 18ºCE6,6%
- 20ºRJ7,1%
- 21ºAM7,5%
- 22ºAL7,9%
- 22ºSE7,9%
- 24ºPE8,3%
- 24ºPI8,3%
- 26ºBA9,1%
- 27ºAP9,8%
Fonte: IBGE, PNAD Contínua trimestral, Sidra tabela 4093.
Eleição presidencial, 1º turno de 2026
Percentual de votos válidos de cada candidato por estado. Aqui as cores só identificam os candidatos: não indicam melhor ou pior.
- PI71,0 · 24,1
- BA66,2 · 28,5
- MA64,0 · 30,9
- PE63,5 · 31,0
- CE63,3 · 31,3
- SE62,8 · 30,6
- PB61,3 · 33,1
- RN59,8 · 34,8
- AL54,7 · 40,5
- PA49,9 · 44,5
- AM48,2 · 45,0
- AP45,7 · 45,7
- TO43,4 · 50,4
- MG43,3 · 48,2
- RJ39,4 · 53,0
- SP38,2 · 51,9
- DF38,1 · 51,3
- ES37,8 · 54,8
- RS35,7 · 55,6
- MS34,7 · 58,6
- PR31,2 · 59,9
- GO31,1 · 53,6
- MT29,2 · 65,2
- AC28,7 · 64,6
- RO25,9 · 67,5
- SC25,0 · 66,7
- RR22,9 · 71,1
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultados oficiais, eleição 6257, totalização de 05/10/2026 12:51:05. Menor diferença: Amapá, 0,04 ponto. Mapas lado a lado mostram coincidências geográficas, não causa.
Por macrorregião
Média dos estados ponderada pela população estimada (IBGE). Na eleição, a divisão considera só os votos dados a Lula e a Flávio Bolsonaro.
| Região | IDH | Segurança | Desigualdade | Educação | Desemprego | 1º turno (Lula · Flávio) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| NorteAC · AP · AM · PA · RO · RR · TO | 0,767 | 25,3 | 0,488 | 4,3 | 6,1% | 47,6 · 52,4 |
| NordesteAL · BA · CE · MA · PB · PE · PI · RN · SE | 0,762 | 31,6 | 0,500 | 4,3 | 7,5% | 67,4 · 32,6 |
| Centro-OesteDF · GO · MT · MS | 0,820 | 17,4 | 0,482 | 4,5 | 3,8% | 36,6 · 63,4 |
| SudesteES · MG · RJ · SP | 0,826 | 12,6 | 0,496 | 4,6 | 5,2% | 43,6 · 56,4 |
| SulPR · RS · SC | 0,823 | 11,9 | 0,457 | 4,9 | 3,2% | 34,2 · 65,8 |
Fontes: as de cada indicador; população: IBGE, estimativas de população, Sidra tabela 6579 (2026); votos: TSE.
Infográfico: Doug Netz / ALLFIN. Dados coletados em 06/10/2026; arquivo de dados com fonte, URL e período de cada número. Pontuação = (valor − pior) ÷ (melhor − pior) × 100, relativa aos 27 estados.
A pergunta que esta análise responde
Como os 27 estados brasileiros se comparam em cinco indicadores sociais e econômicos (desenvolvimento humano, segurança, desigualdade de renda, aprendizado e desemprego), e como esse retrato se distribui no mapa ao lado do resultado do 1º turno da eleição presidencial de 2026?
Resposta direta: o país aparece dividido de forma consistente, mas não uniforme. Santa Catarina está entre os cinco melhores em 4 dos cinco indicadores; o Amapá está entre os cinco piores em 3. O Sul tem a melhor média regional em segurança, desigualdade, aprendizado e desemprego, e o Nordeste a pior em desenvolvimento humano, segurança, desigualdade e desemprego. Há exceções importantes: o Distrito Federal tem o maior IDHM e a maior desigualdade de renda do país, e o Piauí está entre os piores em desemprego (24º) e entre os melhores no Ideb do ensino médio (2º).
Metodologia e fontes
Para cada indicador foi usado o dado mais recente publicado por estado na data da coleta (06/10/2026). Não há escolha de período para favorecer um resultado: é o último retrato disponível de cada fonte, e por isso os anos não coincidem.
- Desenvolvimento humano: IDHM 2024, de 0 a 1 (renda, escolaridade e longevidade). Fonte: PNUD, FJP e IBGE, Radar IDHM; lista por UF publicada pela imprensa.
- Segurança: mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2025, medida mais ampla que homicídio doloso. Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 20º Anuário; tabela publicada por Bem Paraná/Folhapress e Poder360.
- Desigualdade: índice de Gini do rendimento domiciliar per capita em 2025. Fonte: IBGE, Sidra, tabela 7435.
- Aprendizado: Ideb 2025 do ensino médio, redes pública e privada. Fonte: Inep/MEC; notas por estado publicadas por PEBSP e CNN Brasil.
- Desemprego: taxa de desocupação do 2º trimestre 2026. Fonte: IBGE, Sidra, tabela 4093.
- Eleição: votos válidos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno, com 100% das seções totalizadas. Fonte: TSE, resultados oficiais.
Para comparar grandezas diferentes, cada indicador foi convertido numa pontuação de 0 a 100: o pior estado recebe 0, o melhor recebe 100 e os demais ficam na proporção. Nos indicadores em que número menor é melhor (mortes violentas, Gini e desemprego), a escala é invertida para que 100 seja sempre o melhor estado. As médias regionais são ponderadas pela população estimada pelo IBGE.
Os dados, indicador por indicador
Esta seção traz só os números. A interpretação vem depois, separada.
Desenvolvimento humano (IDHM)
O Brasil tem IDHM de 0,805. O maior é o do Distrito Federal (0,866), seguido por São Paulo e Santa Catarina. O menor é o do Maranhão (0,745). Toda a escala cabe entre 0,745 e 0,866: estados próximos no valor podem ficar distantes na pontuação.
Segurança: mortes violentas
A taxa nacional é de 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Santa Catarina tem a menor (7,6), seguida por São Paulo e Distrito Federal. O Amapá tem a maior (42,5), mais de cinco vezes a de Santa Catarina. Entre os cinco piores, quatro são do Nordeste: Bahia, Ceará, Alagoas e Pernambuco.
Desigualdade de renda (Gini)
O Gini do Brasil é 0,511 (0 seria renda igual para todos; 1, toda a renda com uma pessoa). Santa Catarina é o estado menos desigual (0,425). O mais desigual é o Distrito Federal (0,570), seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A Bahia aparece em 5º, entre os cinco menos desiguais.
Aprendizado no ensino médio (Ideb)
O Ideb do ensino médio no país é 4,5. O Paraná lidera (5,1), com o Piauí em 2º (5,0). Os menores são os de Amazonas e Roraima (3,8). A distância entre o primeiro e o último é de 1,3 ponto numa escala de 0 a 10.
Desemprego
No 2º trimestre 2026, a desocupação no Brasil foi de 5,4%. Santa Catarina teve a menor taxa (2,1%), seguida por Mato Grosso e Espírito Santo. O Amapá teve a maior (9,8%), seguido por Bahia (9,1%) e por Pernambuco e Piauí (8,3%).
Por macrorregião
Na média ponderada pela população, o Sul registra 11,9 mortes violentas por 100 mil habitantes, Gini de 0,457, Ideb de 4,9 e desemprego de 3,2%. No Nordeste, os mesmos números são 31,6, 0,500, 4,3 e 7,5%. O maior IDHM médio é o do Sudeste (0,826); o menor, o do Nordeste (0,762). O Norte tem o menor Ideb médio (4,3).
O mapa do 1º turno
No país, Lula teve 45,16% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 47,03%. Lula ficou à frente em 12 estados e Flávio Bolsonaro em 15 unidades da federação. Considerando só os votos dados aos dois, Lula teve 67,4% no Nordeste; Flávio Bolsonaro teve 65,8% no Sul, 63,4% no Centro-Oeste, 56,4% no Sudeste e 52,4% no Norte. A menor diferença foi no Amapá: 45,71% a 45,67%.
Leitura dos dados
A partir daqui, leitura dos números acima, sem opinião.
Os indicadores de desenvolvimento, segurança e emprego são melhores, na média regional, no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do que no Norte e no Nordeste. Os cinco indicadores, porém, não andam juntos o tempo todo. O Distrito Federal combina o maior IDHM com a maior desigualdade de renda. O Piauí e Pernambuco aparecem entre os melhores no Ideb do ensino médio e entre os piores em desemprego.
Sobre a eleição, o mapa mostra uma coincidência geográfica: a maior parte dos estados com indicadores mais baixos fica no Nordeste, onde Lula teve mais votos, e a maior parte dos estados com indicadores mais altos fica no Sul e no Centro-Oeste, onde Flávio Bolsonaro teve mais votos. Dados agregados por estado não dizem como vota cada eleitor (é a chamada falácia ecológica), e o voto depende de fatores que não estão aqui, como renda individual, idade, religião, programas sociais, avaliação de governo e candidatos locais. Os estados também não são homogêneos por dentro.
Sobre a reação do mercado ao resultado, leia o que o mercado espera de bolsa e dólar depois do 1º turno; sobre o efeito dos preços no orçamento, como a inflação corrói o poder de compra. Este texto não é recomendação de investimento nem de voto.
Limitações
- Os indicadores são de anos diferentes: IDHM de 2024; mortes violentas, Gini e Ideb de 2025; desemprego do trimestre mais recente; eleição de outubro de 2026.
- IDHM, mortes violentas e Ideb por estado foram coletados de tabelas publicadas pela imprensa a partir das fontes oficiais (PNUD/FJP/IBGE, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Inep). Gini, desemprego, população e votos vêm direto do IBGE e do TSE.
- A pontuação de 0 a 100 é relativa: 0 é o pior estado do país naquele indicador, não ausência do indicador. Estados com valores próximos podem ficar distantes na escala.
- Médias regionais são ponderadas pela população estimada; IDHM e Gini calculados diretamente para a região dariam valores um pouco diferentes.
- Mapas lado a lado mostram coincidências geográficas. Eles não indicam que um indicador cause o voto, nem o contrário, e não permitem conclusões sobre o eleitor individual.
- Desenvolvimento humano: O valor do Amapá (0,759) foi lido de uma lista em que aparece empatado com a Bahia, sem conferência na publicação original.
- Segurança: Roraima aparece como 19,5 na tabela usada e como 19,4 em outra reportagem sobre o mesmo anuário.
- Educação: Anos iniciais e finais do fundamental têm rankings diferentes.
Perguntas frequentes
Qual estado tem o melhor resultado nesses indicadores sociais?
Nenhum lidera todos. Santa Catarina está entre os cinco melhores em 4 dos cinco indicadores e tem a menor taxa de desemprego (2,1%) e de mortes violentas (7,6). O Distrito Federal tem o maior IDHM, e o Paraná, o maior Ideb do ensino médio.
O que significa a pontuação de 0 a 100?
É uma escala relativa entre os 27 estados: 0 é o pior resultado do país naquele indicador e 100 o melhor. Ela não mede a distância para uma meta, só a posição de cada estado em relação aos outros.
Os indicadores explicam o resultado da eleição?
Não. O mapa mostra coincidências geográficas. Dados agregados por estado não permitem concluir como cada eleitor vota nem por quê.
Por que os indicadores são de anos diferentes?
Cada fonte publica em um calendário próprio. Foi usado o dado mais recente de cada uma por estado, e o ano aparece ao lado de cada indicador.
Onde estão os dados usados?
Nos links das fontes acima. Gini, desemprego, população e votos foram coletados direto do IBGE e do TSE; IDHM, mortes violentas e Ideb vêm de tabelas publicadas a partir das fontes oficiais, como indicado nas limitações.



